Publicado 10/08/2026 07:38

Um urologista recomenda trocar o traje de banho após atividades aquáticas para prevenir a cistite no verão

Archivo - Arquivo - Mulher tomando banho de piscina com um chapéu amarelo e maiô.S
GALITSKAYA/ISTOCK - Arquivo

MADRID 10 ago. (EUROPA PRESS) -

O urologista do Hospital Universitário Sanitas La Zarzuela, Pietro Moscatiello, recomendou trocar de roupa após praticar atividades aquáticas para prevenir a cistite no verão, já que manter a umidade e usar roupas justas podem favorecer a irritação local.

Assim, o especialista destacou a importância de detectar a cistite a tempo para evitar que a infecção avance e tratá-la adequadamente, sem recorrer à automedicação nem a “soluções improvisadas”.

“Nas férias, há pacientes que esperam demais porque acham que a coceira é causada pelo calor, pelo cloro ou por terem ido à praia. No entanto, quando surge dor ao urinar ou necessidade constante de ir ao banheiro, o corpo está dando um sinal claro”, indicou Moscatiello.

Conforme explicou o especialista, a cistite é uma inflamação da bexiga que, com frequência, é causada por uma infecção urinária. Nesse sentido, hábitos do verão, como o aumento da transpiração, a menor ingestão de água, viagens longas ou ficar com o traje de banho úmido por horas, favorecem seu aparecimento.

Embora geralmente seja associada a um problema leve, Moscatiello afirma que a cistite não deve ser considerada normal quando os sintomas são intensos ou se repetem com frequência. A sensação de ardência ao urinar, a sensação de urgência, o aumento da frequência de idas ao banheiro, a dor na região abdominal inferior ou a urina turva podem indicar uma infecção. Se houver febre, dor na região lombar, sangue na urina ou mal-estar geral, é recomendável consultar um especialista, seja presencialmente ou por videoconsulta, para descartar uma condição mais grave.

Por outro lado, os especialistas destacam que o impacto emocional também deve ser levado em consideração. Assim, explicam que a cistite afeta uma área íntima e muitas pessoas sentem vergonha de falar sobre isso. Esse pudor pode atrasar o diagnóstico e fazer com que o problema seja enfrentado em silêncio, mesmo quando interfere em viagens, descanso ou vida social.

“Há sintomas que não são verbalizados porque parecem íntimos demais, e esse silêncio pesa mais do que parece. Nesse ponto, a pessoa começa a recusar convites, a procurar banheiros assim que chega a algum lugar ou a se sentir desconfortável ao explicar o que está acontecendo. Por isso, ser capaz de falar sobre o problema sem vergonha faz parte do tratamento, pois assim a pessoa deixa de encarar uma infecção recorrente como se fosse uma falha pessoal”, destaca a psicóloga da Blua de Sanitas, Virginia del Palacio.

Além disso, quando as infecções se repetem, é comum que surjam sentimentos de frustração, preocupação ou sensação de perda de controle diante de um problema que parece não ter solução. Nesses casos, além do acompanhamento médico, Del Palacio indica que pode ser útil buscar apoio psicológico para aprender a lidar com o impacto emocional e evitar que a cistite recorrente acabe prejudicando a qualidade de vida.

DICAS PARA REDUZIR O RISCO DE CISTITE DURANTE O VERÃO

Diante dessa situação, os especialistas da Sanitas prepararam uma lista com uma série de dicas para diminuir o risco de cistite durante o verão. Em primeiro lugar, eles recomendam planejar viagens longas. Assim, em viagens rodoviárias, passeios ou dias na praia, é aconselhável prever paradas e evitar ficar muitas horas sem urinar.

Além disso, é importante prestar atenção aos produtos de higiene íntima. A maioria dos géis, desodorantes, lenços umedecidos ou banhos de espuma contém fragrâncias capazes de irritar a região genital e alterar seu equilíbrio. Por isso, a higiene diária deve ser suave e sem excesso de produtos.

Também recomendam urinar após as relações sexuais, já que urinar depois do ato sexual ajuda a eliminar bactérias que possam ter se aproximado da uretra.

Por fim, aconselham controlar o estresse. O estresse prolongado pode enfraquecer as defesas naturais das mucosas e alterar o equilíbrio da microbiota, criando um ambiente mais propício para infecções urinárias. Por isso, é importante prestar atenção aos períodos de sobrecarga emocional e reservar tempo para o descanso, a atividade física ou técnicas de relaxamento que ajudem a reduzir a tensão acumulada.

“É preciso levar em conta que, embora uma infecção ocasional possa ser normal, a ocorrência de infecções repetidas deve servir de alerta para outras condições que favorecem as infecções. A síndrome da bexiga hiperativa é uma condição caracterizada pela urgência urinária que pode ocultar doenças mais graves, como câncer de bexiga, cálculos urinários ou prolapso pélvico”, acrescenta Moscatiello.

Por fim, o médico alerta para a importância de uma prevenção específica durante a menopausa: “Nessa fase, prevenir não significa resignar-se a que os incômodos urinários voltem a cada verão. As alterações hormonais tornam a mucosa urogenital mais seca, mais frágil e menos protegida contra irritações ou infecções. Nesse caso, se uma mulher já teve episódios de cistite, é fundamental agir antecipadamente para identificar fatores que aumentam o risco e definir medidas preventivas adaptadas ao seu caso”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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