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MADRID 25 jun. (EUROPA PRESS) -
Membros dos Serviços de Anatomia Patológica e Imunologia e Imunoterapia do Cancer Center da Clínica Universidade de Navarra realizaram um estudo por meio do qual identificaram um tipo de célula imunológica no tumor que pode ajudar a prever quais pacientes responderão melhor à imunoterapia.
Este trabalho, publicado na revista especializada “Journal of Clinical Investigation”, concentrou-se, segundo seus autores, nas células dendríticas convencionais do tipo 1 (cDC1), que são “defensivas” e que “atuam como sentinelas do sistema imunológico e ajudam a ativar os linfócitos responsáveis por reconhecer e destruir células tumorais”.
A esse respeito, eles afirmaram que “os tumores com maior presença dessas células parecem estar mais bem preparados para que a imunoterapia funcione de maneira eficaz”. “Por isso, analisar a quantidade e a localização das cDC1 antes de iniciar o tratamento poderia ajudar a identificar quais pacientes têm mais chances de se beneficiar desse tipo de terapia”, concluíram.
“Esta publicação oferece evidências de que a abundância desse subtipo de células do sistema imunológico funciona como biomarcador em vários tipos de câncer tratados rotineiramente com agentes de imunoterapia”, destacou o codiretor de Imunologia e Imunoterapia da Clínica da Universidade de Navarra e do Centro de Pesquisa Médica Aplicada (CIMA) da Universidade de Navarra, o Dr. Ignacio Melero. “Esses dados observados em biópsias de pacientes confirmam o que já havíamos observado e publicado em modelos pré-clínicos”, destacou.
AMOSTRAS DE PACIENTES INCLUÍDOS EM SETE ESTUDOS CLÍNICOS
Conforme explicaram os pesquisadores, para chegar a essas conclusões, eles analisaram “amostras tumorais obtidas antes do tratamento em pacientes incluídos em sete estudos clínicos”. Em seguida, compararam os dados moleculares com a evolução clínica dos pacientes e estudaram “tanto a presença quanto a localização das células dendríticas no tecido tumoral”, afirmaram.
“Olhando para o futuro, a pesquisa apresenta um duplo desafio”, declarou, por sua vez, o especialista do Serviço de Anatomia Patológica deste centro, o Dr. Álvaro López Janeiro, que afirmou que esse desafio consiste em “desenvolver estratégias para compensar a ausência dessas células em alguns pacientes e transferir para a prática clínica rotineira o que foi observado por meio de tecnologias avançadas”.
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