Publicado 05/03/2026 07:24

Um projeto europeu coordenado pelo CSIC estudará como alguns vírus são capazes de controlar células humanas.

Archivo - Arquivo - Um projeto europeu liderado pelo CSIC estudará como alguns vírus são capazes de assumir o controle das células humanas.
CSIC - Arquivo

MADRID 5 mar. (EUROPA PRESS) - Um projeto europeu coordenado a partir da Espanha pelo cientista do Conselho Superior de Investigação Científica (CSIC), Juan Fontana, vai estudar como certos vírus convertem as células humanas em “fábricas virais”, para assim poder entender como alguns deles são capazes de assumir o controle.

Conforme indicado por este centro de investigação, esta equipa mista irá aprofundar a forma como estas “fábricas virais” se transformam em estruturas onde são produzidos e montados novos vírus. Tudo isto graças ao financiamento da Wellcome, uma fundação global e independente dedicada a melhorar a saúde mundial, contribuindo com fundos para trabalhos científicos.

Desta forma, os investigadores irão analisar como os bunyavírus reorganizam as células humanas, que são um tipo de vírus responsável, entre outras doenças, pelas febres hemorrágicas da Crimeia-Congo e do Vale do Rift. Para tal, e com a participação do Instituto Biofisika do CSIC e da Universidade do País Basco, este projeto será realizado durante os próximos cinco anos.

Além disso, membros da Universidade britânica de Leeds e do Novo Instituto para Sistemas Biológicos Médicos português também participarão do projeto. Assim, eles estudarão os vírus mencionados que reorganizam o interior das células para criar “fábricas virais” essenciais para sua replicação, embora os mecanismos que permitem esse processo ainda sejam pouco conhecidos.

Por último, o CSIC afirmou que serão combinadas técnicas de ponta de biologia molecular, proteômica, Inteligência Artificial (IA) e microscopia eletrônica, com o objetivo de identificar pontos vulneráveis que permitam bloquear a infecção. O objetivo é avançar no desenvolvimento de futuros tratamentos contra vírus emergentes e reemergentes.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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