MADRID 17 mar. (EUROPA PRESS) -
Astrônomos descobriram dois exoplanetas ao redor de TOI-1453, uma estrela a cerca de 250 anos-luz de distância. Eles são uma super-Terra e um subneptuno, comuns na galáxia, mas ausentes em nosso sistema.
Essa descoberta, publicada na revista Astronomy & Astrophysics, lança luz sobre uma configuração planetária que pode fornecer pistas valiosas sobre a formação e a evolução dos planetas, de acordo com os autores da descoberta.
Usando dados do Transiting Exoplanet Survey Satellite (TESS) da NASA e o espectrógrafo de alta resolução HARPS-N, os pesquisadores conseguiram identificar TOI-1453 b e TOI-1453 c, os dois exoplanetas que orbitam TOI-1453.
"Ambos os planetas apresentam um contraste interessante em suas características", explica Manu Stalport, astrofísico da Universidade de Liège, em um comunicado. O TOI-1453 b é uma super-Terra, um pouco maior que o nosso planeta e provavelmente rochoso. Ele completa sua órbita em apenas 4,3 dias, o que o torna um planeta muito próximo de sua estrela. Em contraste, o TOI-1453 c é um subnetuno, com cerca de 2,2 vezes o tamanho da Terra, mas com uma massa extraordinariamente baixa de apenas 2,9 massas terrestres. Isso o torna um dos subneptunos menos densos já descobertos, levantando questões sobre sua composição.
TRÂNSITO E VELOCIDADE RADIAL
A detecção de exoplanetas continua sendo uma tarefa complexa. A equipe se baseou em dois métodos principais para confirmar suas descobertas. O método de trânsito (dados do TESS) mede o tamanho e o período orbital à medida que o planeta passa em frente à sua estrela hospedeira, resultando em uma leve diminuição do brilho. O segundo método usado é a medição da velocidade radial (dados do HARPS-N), que envolve a observação de variações na velocidade de uma estrela sob o efeito da gravidade de um planeta em órbita. Ao estudar a influência gravitacional dos planetas em sua estrela hospedeira, os pesquisadores conseguiram medir suas massas e densidades.
Todas essas observações revelaram que o TOI-1453 c é extremamente leve para seu tamanho, sugerindo que ele pode ter uma atmosfera densa e rica em hidrogênio ou uma composição predominantemente aquosa. Isso o torna um candidato ideal para futuros estudos atmosféricos", entusiasma-se Manu Stalport. Entender sua formação e evolução pode fornecer pistas sobre o desenvolvimento de sistemas planetários, inclusive o nosso.
Além disso, os dois planetas orbitam em uma configuração próxima a uma ressonância 3:2, o que significa que para cada três órbitas do planeta interno, o planeta externo completa quase exatamente duas. Essas ressonâncias são consideradas uma consequência natural da migração orbital e oferecem pistas sobre como os planetas se movem e se estabelecem em suas órbitas finais.
Essa descoberta abre novas perspectivas de pesquisa. Instrumentos de observação, como o Telescópio Espacial James Webb (JWST), poderiam analisar a atmosfera do TOI-1453 c para determinar sua composição principal. O fato de esse planeta ter uma atmosfera rica em hidrogênio ou um interior dominado por água pode redefinir nossa compreensão dos subneptunos e sua formação.
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