Publicado 18/03/2026 08:29

Um livro do CSIC explica de forma "simples e rigorosa" tudo o que acontece durante os eclipses solares e lunares

Óculos para observar um eclipse
CSIC

MADRID 18 mar. (EUROPA PRESS) -

O CSIC, por ocasião da série de três eclipses que poderão ser observados na Península Ibérica entre agosto de 2026 e janeiro de 2028, publicou o livro “Eclipses. Quando a luz desaparece”.

Ilustrado e escrito por Noemí Fabra, com a assessoria científica da astrofísica do CSIC Montserrat Villar, o novo volume da coleção “Mentes curiosas. Curiosas mentes” descreve os tipos de eclipses existentes e como eles ocorrem.

“O eclipse solar total é um dos mais espetaculares e inquietantes, pois deixamos de ver o Sol. A Lua se alinha perfeitamente com o Sol e o cobre e, durante alguns minutos, em uma parte da Terra, o céu escurece como se o Sol tivesse desaparecido”, destaca Fabra.

A ilustradora criou esquemas minuciosos que explicam de maneira “simples e rigorosa” tudo o que ocorre durante os eclipses solares e lunares.

Além disso, ela usa seus desenhos para responder a perguntas como por que não ocorrem eclipses lunares todos os meses ou se há eclipses em outros planetas. “Escrever este livro foi como abrir a gaveta do meu avô, que me ensinava a observar a Lua através de binóculos que guardava em seu quarto, e resgatar a curiosidade de menina por investigar. Para mim, foi um presente transmitir parte desses conhecimentos científicos de séculos de pesquisa”, comenta a autora.

O ser humano tem sido capaz de prever os eclipses desde a Antiguidade. Na Mesopotâmia, o antigo povo babilônico já era capaz de calcular quando eles ocorreriam.

Atualmente, a tecnologia e os conhecimentos adquiridos após décadas de pesquisa permitem saber com exatidão os locais, datas e horários em que poderão ser observados.

Na metade norte da Espanha, no próximo dia 12 de agosto, haverá a oportunidade de testemunhar um eclipse solar total, algo que não acontecia na Península Ibérica desde 1912.

No próximo ano, em 2 de agosto, ocorrerá outro eclipse solar total visível da costa da Andaluzia e, por fim, em 26 de janeiro de 2028, um eclipse solar anular atravessará a Espanha; ou seja, a Lua se posicionará na frente do Sol, mas não conseguirá cobri-lo totalmente, de modo que um anel brilhante aparecerá ao redor da estrela.

A expectativa é máxima entre os aficionados por astronomia. Segundo Villar, esse componente social é uma das experiências mais marcantes.

“São espetáculos celestes realmente impressionantes que, às vezes por iniciativa de agências como o CSIC ou a NASA, inspiram a população a capturar imagens dos próprios eclipses, de espectros, de dados de diversos tipos e, com suas contribuições, também é possível avançar no conhecimento desses fenômenos”, destaca a astrofísica do CSIC.

Justamente, essa pesquisadora é a protagonista da seção intitulada “Mente curiosa que nos inspira” e de uma entrevista em vídeo onde conta sobre seu trabalho e seu antigo interesse pela astronomia. “Desde criança, eu adorava astronomia. Meus pais são de um pequeno vilarejo em Zamora que tem um prado muito grande e, especialmente naquela época, o céu era muito, muito escuro, e eu adorava ir lá no verão para ver as Perseidas ou para contemplar o imenso céu estrelado”, relata a cientista do Centro de Astrobiologia (CSIC-INTA).

A coleção “Mentes curiosas, Curiosas Mentes”, lançada pela Editorial CSIC e pela Zahorí Books em 2023, tem como objetivo transmitir conhecimento, entreter e, acima de tudo, inspirar as mentes mais jovens. Todas as edições são publicadas em espanhol, catalão, galego e basco.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado