MADRID, 7 jun. (EUROPA PRESS) -
Pelo menos 25 embarcações pesqueiras foram destruídas e duas pessoas ficaram gravemente feridas devido a um incêndio ocorrido neste sábado na área artesanal do porto de Manta, um dos principais centros pesqueiros da costa do Pacífico do Equador, segundo informaram neste sábado as autoridades do país.
A Secretaria Nacional de Gestão de Riscos (SNGR) confirmou que o incêndio já está controlado, embora os órgãos competentes mantenham equipes mobilizadas no local para atender à emergência, avaliar os danos causados e determinar as causas exatas do incidente.
De acordo com as informações preliminares fornecidas pela instituição, o sinistro afetou 35 embarcações, entre elas barcos artesanais e embarcações de fibra de vidro de médio porte, materiais especialmente vulneráveis à propagação das chamas. Além disso, duas pessoas sofreram ferimentos graves, cuja evolução continua sob avaliação médica.
A governadora da província de Manabí, Aurora Valle, descartou que o incêndio esteja relacionado a um atentado ou a uma ação de grupos criminosos. “Descartamos, em primeira instância, que tenha sido o que muitos estão tentando especular e semear o terror entre a população. Não se trata de um atentado; vemos pelos vídeos que o incêndio teve origem em uma embarcação”, explicou ela em declarações coletadas pelo jornal ‘El Universo’.
Na mesma linha, a Polícia indicou que as primeiras investigações apontam para um acidente ocorrido durante trabalhos de soldagem realizados em uma embarcação atracada no porto. Segundo a instituição, o fogo teria se originado nesse barco, propagando-se posteriormente para as demais embarcações depois que as amarras se esticaram devido ao efeito das chamas.
“Como consequência do incêndio, as amarras se soltaram, fazendo com que a embarcação se deslocasse sem controle e facilitando a propagação das chamas para outras embarcações adjacentes”, ilustrou a Polícia em um comunicado.
As autoridades precisaram que, entre os danos materiais contabilizados até o momento, figuram 14 barcos e 21 lanchas afetados pelo incêndio. Os dois feridos permanecem hospitalizados com queimaduras graves e, segundo a governadora, estavam a bordo da embarcação onde supostamente o incêndio teria começado.
A magnitude do sinistro obrigou à ativação de uma mesa técnica interinstitucional na qual se reuniram o Ministério Público, órgãos de gestão de riscos, autoridades locais e equipes de emergência para coordenar os trabalhos de resposta e coletar informações sobre o ocorrido.
Por sua vez, os bombeiros continuam realizando trabalhos operacionais na área, enquanto máquinas pesadas são utilizadas para remover os escombros e facilitar a retirada das embarcações danificadas.
Paralelamente, a Secretaria Nacional de Gestão de Riscos e o Ministério do Meio Ambiente iniciaram uma avaliação para determinar o possível impacto ambiental decorrente do incêndio, cujas perdas econômicas ainda não foram quantificadas oficialmente.
As autoridades indicaram que os números e a extensão dos danos continuam sendo objeto de verificação e atualização à medida que as investigações avançam.
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