Publicado 21/10/2026 12:25

Um geriatra alerta que a alta hospitalar não significa necessariamente que os idosos recuperem a autonomia que tinham anteriormente

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JACOB WACKERHAUSEN/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 21 out. (EUROPA PRESS) -

O geriatra do Hospital Universitário Sanitas Virgen del Mar, Carlos de la Fuente, alertou que a alta hospitalar não implica necessariamente a recuperação da capacidade funcional anterior, especialmente em idosos, para quem o retorno para casa após uma internação prolongada representa uma nova etapa do processo de cuidados.

“No hospital, avaliamos a evolução clínica, mas o retorno para casa traz outras informações muito importantes. Levantar-se de uma cadeira sem ajuda, andar pela casa com segurança ou realizar as atividades no banheiro permitem observar como a melhora clínica está se refletindo na funcionalidade diária. Se surgirem novas dificuldades, é importante identificá-las logo para avaliar que tipo de apoio é necessário”, indicou De la Fuente.

O especialista destacou que a retomada das atividades deve ser progressiva, individualizada e adaptada à situação clínica, funcional e ao risco de quedas.

Da mesma forma, ele ressaltou que, sempre que possível, é recomendável seguir o plano de mobilização ou exercícios indicado na alta e solicitar avaliação profissional caso haja instabilidade, dor, tontura, dificuldade respiratória ou perda funcional significativa.

Além disso, o ambiente familiar desempenha um papel importante na recuperação. A ajuda deve ser adaptada às capacidades, preferências e segurança da pessoa: é recomendável incentivá-la a participar das tarefas que for capaz de realizar, com supervisão ou apoio quando necessário, evitando tanto a superproteção quanto a exposição a riscos.

PONTOS-CHAVE PARA QUE OS IDOSOS RECUPEREM A AUTONOMIA

Por tudo isso, a diretora médica da Sanitas Mayores, Miriam Piqueras, recomendou observar o que já está sendo feito novamente com autonomia. Assim, em vez de comparar continuamente com a situação anterior, é útil registrar os avanços em tarefas específicas e identificar aquelas nas quais ainda é necessário apoio.

Piqueras também recomenda distribuir o esforço ao longo do dia. No início, ela observa, costuma ser mais fácil alternar pequenos períodos de movimento com momentos de descanso do que tentar recuperar de uma só vez o ritmo anterior à internação.

Além disso, deve-se continuar fazendo o que ainda é possível realizar com segurança, como se vestir, movimentar-se pela casa ou colaborar em alguma tarefa cotidiana, pois isso ajuda a manter a autonomia e evita que se deixe de utilizar capacidades que ainda estão preservadas.

A especialista também aconselha verificar, com o laudo de alta e em conjunto com os profissionais de saúde, quais tratamentos devem ser mantidos, iniciados, terem a dosagem alterada ou serem suspensos. Nesse ponto, ela ressalta que não se deve fazer alterações por conta própria e que é recomendável consultar um profissional caso surjam sonolência, tontura, hipotensão, confusão ou outros efeitos que possam aumentar o risco de quedas.

Por fim, é importante observar, na residência, a iluminação, os obstáculos, os tapetes, o acesso ao banheiro, o calçado e a adequação dos apoios disponíveis. Já as saídas ao ar livre serão retomadas de forma gradual.

“O acompanhamento ganha especial importância caso surjam novas limitações ou haja perda da capacidade de realizar atividades já recuperadas. Nesses casos, é recomendável revisar a situação clínica e funcional. A teleconsulta também facilita a resolução de certas dúvidas durante essa etapa e a avaliação da necessidade de complementar o atendimento presencialmente”, conclui De la Fuente.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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