Publicado 08/07/2026 14:07

Um estudo sugere que a suplementação com vitamina D poderia favorecer a recuperação após um AVC

De acordo com os primeiros resultados do estudo em pacientes

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MADRID, 8 jul. (EUROPA PRESS) -

Um estudo em andamento no Hospital Universitário de Badajoz indica que a suplementação com vitamina D “está associada a uma evolução favorável em determinados aspectos da recuperação funcional e neurológica de pacientes com AVC” que se encontram em neurorreabilitação, de acordo com os primeiros resultados divulgados pelo médico reabilitador Juan Miguel Arribas.

O especialista, que apresentou o estudo no 64º Congresso da Sociedade Espanhola de Reabilitação e Medicina Física (SERMEF), realizado recentemente em Barcelona, destacou que “o objetivo não é propor a vitamina D como um tratamento substitutivo, mas como uma ferramenta complementar dentro de uma estratégia integral de neurorreabilitação”.

“A reabilitação intensiva, o exercício terapêutico, a estimulação neuromuscular, o controle de comorbidades e a abordagem interdisciplinar continuam sendo a base do tratamento após um AVC”, insistiu.

Arribas iniciou esse estudo com seus pacientes com base nas evidências compiladas em uma metanálise publicada em 2025 na revista “Narra Journal”, que revisou seis estudos clínicos realizados na Turquia, no Irã, na Indonésia e na China, com amostras de 42 a 123 pacientes e um acompanhamento de três meses.

Os resultados dessa revisão internacional mostraram uma associação positiva entre a suplementação com vitamina D e a melhora dos parâmetros de recuperação neurológica, motora e funcional. Especificamente, foram observados benefícios em escalas como a NIHSS, que avalia a gravidade neurológica; a BRS, que avalia a recuperação motora; e a mRS, que mede o grau global de incapacidade após o AVC.

No entanto, não foram encontradas melhorias significativas na capacidade de deambulação medida pela escala FAC, o que reforça que a recuperação após um AVC depende de múltiplos fatores e requer uma abordagem terapêutica integral.

É NECESSÁRIO AMPLIAR O ESTUDO

Juan Miguel Arribas destacou que os resultados iniciais obtidos pelo estudo no Hospital Universitário de Badajoz “estão em consonância com a metanálise de 2025”, mas ressaltou que “é necessário ampliar a amostra e o acompanhamento para confirmar o alcance real desses benefícios”.

O especialista explicou que “o interesse dessa linha de pesquisa reside no fato de que a vitamina D, tradicionalmente associada à saúde óssea, também tem sido relacionada a processos envolvidos na recuperação neurológica, como inflamação, estresse oxidativo, função muscular e neuroplasticidade”.

“Por isso, otimizar seus níveis em pacientes selecionados poderia se tornar uma ferramenta adicional para favorecer a recuperação após o AVC”, afirmou ele, ao mesmo tempo em que lembrou que “a suplementação com vitamina D deve ser sempre realizada sob orientação médica e dentro de um plano individualizado, já que nem todos os pacientes apresentam as mesmas necessidades nem partem dos mesmos níveis”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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