MADRID 20 abr. (EUROPA PRESS) -
A gravidade deixa uma marca duradoura no cérebro, mesmo depois de as pessoas terem passado vários meses em ambientes sem gravidade, de acordo com um estudo da Universidade Católica de Lovaina (Bélgica) e do Ikerbasque (Espanha), publicado na revista 'Jneurosci'.
Na Terra, as pessoas seguram os objetos para evitar que caiam. No espaço, esse processo muda: quando os astronautas seguram um objeto sem movê-lo e depois o soltam, o objeto não cai porque não há gravidade. Mas quando os astronautas movem o objeto em qualquer direção, a inércia o deslocará para cima, para baixo, para a esquerda ou para a direita se a pegada não for firme.
De acordo com este novo estudo, os astronautas compensaram excessivamente com sua pegada ao segurar objetos no espaço porque seus cérebros anteciparam a atração gravitacional. Essa compensação excessiva ficou especialmente evidente quando os astronautas moviam objetos. Da mesma forma, após retornarem à Terra, os astronautas inicialmente fizeram previsões incorretas sobre como seguravam e manipulavam os objetos, mas, com o tempo, ajustaram progressivamente sua pegada.
Assim, este trabalho sugere que o cérebro se adapta gradualmente a diferentes ambientes gravitacionais e que as estratégias de controle da força de preensão frequentemente dependem das previsões do cérebro sobre o risco de sofrer acidentes. Lefèvre se mostra entusiasmado com a publicação dessas descobertas, destacando a intensa preparação e o árduo trabalho que envolveu a coordenação com a agência espacial e a espera pelo lançamento bem-sucedido de uma nave espacial, um processo que se estendeu por quase 20 anos, incluindo a coleta e a análise de dados.
Os pesquisadores esperam publicar mais dados coletados de astronautas sobre a precisão do movimento ponto a ponto com objetos, os ajustes após a colisão com objetos e os ajustes baseados no atrito da pele com os objetos.
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