GRANADA 6 abr. (EUROPA PRESS) -
Um estudo co-liderado pelo Instituto de Astrofísica da Andaluzia (IAA-CSIC) revelou dois modos de emissão de rádio em quásares com acreção extrema. O trabalho demonstra que a acreção extrema não impede a formação de jatos e revela que a emissão de rádio também pode ter origem na formação de estrelas.
Conforme explicado em um comunicado à imprensa, quando um buraco negro se alimenta de matéria, ele pode se tornar um dos objetos mais brilhantes do universo. Em alguns casos extremos, esse crescimento é tão intenso que desafia os limites teóricos que deveriam frear a queda de material em direção a ele.
Esses sistemas, conhecidos como quásares superacretores, são buracos negros no centro de galáxias que crescem em alta velocidade e emitem quantidades colossais de energia.
Agora, um trabalho co-liderado pelo Instituto de Astrofísica da Andaluzia (IAA-CSIC) aborda uma questão fundamental: a relação entre a acreção extrema de matéria sobre um buraco negro e a produção de emissão de rádio, tradicionalmente associada a jatos relativísticos.
O estudo, publicado na revista 'Astronomy & Astrophysics', revela um resultado duplo: por um lado, mostra que os quasares superacretores podem, de fato, gerar jatos relativistas potentes e bem desenvolvidos, o que questiona a ideia, defendida durante décadas, de que esse crescimento extremo impedia sua formação.
Por outro lado, também revela que muitos desses objetos não são dominados por tais jatos: “nesses casos, sua emissão de rádio se explica, em grande parte, pela intensa formação de estrelas na galáxia que os abriga”, aponta Marie-Lou Gendron-Marsolais, pesquisadora da Université Laval (Canadá), que iniciou este estudo durante sua passagem pelo IAA-CSIC.
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