Publicado 07/01/2026 14:27

Um estudo revela as origens dos planetas mais comuns da galáxia com os “recém-nascidos” do sistema V1298 Tau.

Um estudo mede pela primeira vez a massa e a densidade de quatro planetas “recém-nascidos” no sistema V1298 Tau.
IAC

SANTA CRUZ DE TENERIFE 7 jan. (EUROPA PRESS) - Pesquisas recentes em astrofísica revelaram que a maioria das estrelas semelhantes ao Sol abrigam planetas com tamanhos entre o da Terra e o de Netuno. Na verdade, essas “super-Terras” e “sub-Netunos” são os planetas mais comuns da galáxia, embora, curiosamente, não existam em nosso Sistema Solar. Em particular, determinou-se que esses planetas poderiam perder grande parte de sua atmosfera durante seus primeiros anos de vida e passar de planetas gigantes, como os do sistema solar, a sub-Netunos. Agora, uma equipe internacional de astrônomos, da qual participam os pesquisadores do Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC) Enric Pallé e Felipe Murgas, encontrou a “chave” para determinar como isso ocorre.

Além disso, ao estudar quatro planetas recém-nascidos no sistema V1298 Tau, foi possível observar esses objetos em pleno processo de transformação para se tornarem os tipos de planetas mais comuns da galáxia. “Todas as estrelas jovens são intrinsecamente ativas, o que até agora havia impedido a medição precisa das massas de seus planetas em formação. Este estudo supera esse obstáculo ao empregar uma técnica engenhosa baseada na gravidade mútua entre planetas”, afirmou o pesquisador do IAC, Enric Pallé. “O que é tão emocionante é que estamos vendo um avanço do que se tornará um sistema planetário muito normal”, acrescentou John Livingston, principal autor do estudo do Astrobiology Center em Tóquio, Japão. “Os quatro planetas que estudamos provavelmente se contrairão até se tornarem 'super-Terras' e 'sub-Netunos'. Nunca tivemos uma imagem tão clara de planetas jovens em seus primeiros anos de formação”.

UM LABORATÓRIO CÓSMICO JOVEM Este estudo centra-se em V1298 Tau, uma estrela com apenas cerca de 20 milhões de anos. Orbitando esta estrela jovem e ativa encontram-se quatro planetas gigantes, todos com tamanhos entre o de Neptuno e Júpiter, presos numa fase fugaz e turbulenta de rápida evolução.

Devido às suas circunstâncias, este sistema parece ser um ancestral direto dos sistemas compactos de vários planetas que se encontram por toda a galáxia. Durante uma década, a equipe utilizou uma bateria de telescópios terrestres e espaciais para medir com precisão quando cada planeta passava à frente da estrela, um evento conhecido como trânsito. Ao cronometrar esses trânsitos, a equipe de pesquisa detectou que as órbitas não eram perfeitamente regulares.

Isso se deve ao fato de que a configuração orbital e a gravidade fazem com que os planetas se atraiam mutuamente, acelerando ou desacelerando ligeiramente seu movimento periodicamente. Essas minúsculas mudanças, Variações de Tempo de Trânsito (TTV), permitiram à equipe medir com precisão as massas dos planetas pela primeira vez.

“Para os astrônomos, nosso método habitual ‘Doppler’ para estudar planetas consiste em medir a velocidade da estrela enquanto ela é eclipsada por seus planetas”, explicou Erik Petigura, coautor do estudo e pesquisador da UCLA. “Mas as estrelas jovens são tão ativas e temperamentais que o método Doppler é inviável. Ao usar o TTV, usamos a própria gravidade dos planetas entre si para calcular suas massas”. SOBRE OS PLANETAS Apesar de terem entre 5 e 10 vezes o raio da Terra, descobriu-se que os planetas têm massas de apenas 5 a 15 vezes a da Terra. Isso os torna “incrivelmente pouco densos”, explicam os pesquisadores, mais parecidos com um algodão doce do tamanho de um planeta do que com mundos rochosos como a Terra. “Suspeitava-se que os planetas jovens tivessem densidades muito baixas, mas isso nunca havia sido medido”, disse Felipe Murgas, coautor do IAC, acrescentando que “ao comparar massas com raios, obtém-se a primeira medida observacional de suas densidades médias, determinando que são excepcionalmente esponjosos e que, nos próximos milhões de anos, perderão grande parte de sua atmosfera para o espaço devido à intensa radiação de sua estrela.

A análise deste sistema revela, além disso, que, em geral, os planetas sub-Netunos sofrem uma transformação muito radical no início de suas vidas, perdendo grande parte de suas atmosferas iniciais e esfriando rapidamente com o desaparecimento do disco de gás que circundava sua estrela.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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