CONSEJO GENERAL DE PODOLOGÍA DE ESPAÑA
MADRID 23 abr. (EUROPA PRESS) -
Um estudo realizado por Rubén Montes, Ramón Mahillo e José Manuel Castillo reforçou a importância da ecografia para melhorar o diagnóstico da fascite plantar e orientar um tratamento personalizado, uma vez que identificou fatores que agravam a lesão em homens com essa condição.
Este trabalho, publicado na “Revista Espanhola de Podologia” do Conselho Geral de Podologia da Espanha, identificou, portanto, circunstâncias clínicas e funcionais relacionadas ao espessamento da fáscia plantar em homens com fascite plantar, uma das causas mais frequentes de dor no calcanhar. Dessa forma, a pesquisa traz novas evidências sobre como essa patologia evolui.
Conforme apontado por essa entidade, cerca de 10% das pessoas sofrerão, em algum momento da vida, de fascite plantar, incidência que aumenta com a idade e é mais frequente entre os 40 e os 60 anos. A maioria dos especialistas opta por iniciar um tratamento conservador, que é eficaz em cerca de 70% a 80% dos casos.
Agora, este estudo, realizado com 44 pacientes do sexo masculino com fascite plantar que foram analisados por meio de ultrassom, relacionou a espessura da fáscia plantar com variáveis clínicas, funcionais, antropométricas e de atividade física. Os resultados mostram uma espessura média de 5,97 milímetros, claramente acima do ponto de corte de 4 milímetros amplamente aceito na literatura científica como critério ecográfico para estabelecer um diagnóstico de fascite plantar.
Portanto, os autores deste trabalho consideram que a espessura da fáscia permite objetivar o estado estrutural do tecido além da dor relatada pelo paciente. “Este estudo demonstra que a espessura da fáscia plantar em homens está associada não apenas à dor, mas também à função do pé, à duração da doença, ao histórico de tratamento prévio e ao nível de atividade física”, explicou Montes, que é o autor principal.
QUANTO MAIOR A DETERIORIZAÇÃO FUNCIONAL DO PÉ, MAIOR É O ESPESSAMENTO DA FÁSCIA
Assim, os pesquisadores observaram que os pacientes com pior função do pé — medida pelo “Foot Function Index (FFI)” — apresentavam maior espessamento fascial, o que sugere uma progressão estrutural paralela à deterioração funcional. “Quanto maior a deterioração funcional do pé, maior é o espessamento da fáscia plantar, o que reflete uma progressão estrutural da doença”, acrescentou Montes.
“O impacto repetido associado à atividade física está relacionado a uma maior espessura fascial”, continuou ele, ao mesmo tempo em que declarou que “esse espessamento pode ser interpretado como uma adaptação mecânica, mas quando acompanhado de dor e disfunção, provavelmente reflete um processo patológico por sobrecarga”.
Por outro lado, esta pesquisa identificou que os pacientes que não haviam recebido tratamento prévio apresentavam um maior espessamento da fáscia. “Este achado sugere que a ausência de tratamento pode favorecer alterações estruturais mais acentuadas na fáscia plantar, reforçando a importância do diagnóstico e da intervenção precoce”, destacou.
“Quanto mais cedo for avaliado e agido, melhores resultados podem ser obtidos”, afirmou Castillo, que acrescentou que “a espessura da fáscia é um indicador útil para monitorar a evolução”. Por sua vez, Montes destacou que “a ultrassonografia é uma ferramenta fundamental para confirmar o diagnóstico, quantificar a espessura da fáscia plantar e ajudar a personalizar o tratamento”.
Por fim, o autor principal deste trabalho destacou que “dor persistente no calcanhar, especialmente nos primeiros passos do dia, dor à palpação do calcanhar ou limitação das atividades diárias são sintomas que devem motivar uma avaliação podológica”.
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