Publicado 22/04/2026 13:49

Um estudo realizado com a participação da UPM indica que a prática de exercícios físicos pode ajudar a proteger a fertilidade durant

Archivo - Arquivo - Homem feliz sorrindo.
IVAN RODRIGUEZ ALBA/ISTOCK - Arquivo

MADRID 22 abr. (EUROPA PRESS) -

Um estudo realizado por pesquisadores de várias instituições, entre elas a Universidade Politécnica de Madri (UPM), revelou que a prática de exercícios físicos pode ajudar a proteger a fertilidade contra a quimioterapia com cisplatina, um tratamento amplamente utilizado no combate ao câncer.

Como essa terapia pode afetar a fertilidade masculina ao causar danos aos testículos, reduzir os níveis de hormônios sexuais e piorar a qualidade do esperma, os cientistas realizaram este trabalho para analisar em ratos se o exercício regular, conhecido por sua influência sobre o sistema hormonal e a saúde reprodutiva, pode neutralizar esses efeitos.

O objetivo desta pesquisa, desenvolvida na UPM por meio do Laboratório de Fisiologia do Esforço da Faculdade de Ciências da Atividade Física e do Esporte (INEF), foi verificar se essa prática esportiva atua como uma estratégia não invasiva para proteger a fertilidade. Os resultados obtidos, na opinião dos autores, são promissores, pelo menos neste modelo animal.

Em colaboração com o Departamento de Fisiologia do Esporte, a Faculdade de Ciências do Esporte e o Instituto de Pesquisa de Estudos Aplicados em Ciências do Esporte da Universidade de Arak, no Irã; os departamentos de Radioterapia e Física Médica e de Anatomia da Universidade de Ciências Médicas de Arak; e o Hospital Khansari, na mesma localidade, foram utilizados 24 ratos machos divididos em quatro grupos.

QUATRO GRUPOS DE ESTUDO

Assim, utilizou-se um grupo controle saudável, um tratado com cisplatina que não realizou exercícios e dois sob terapia com cisplatina que, durante 10 semanas, realizaram exercícios contínuos de intensidade moderada no primeiro caso e treinamento intervalado de alta intensidade no segundo.

O resultado obtido foi que ambos os tipos de exercício atenuaram os efeitos negativos do cisplatino. Em particular, o treinamento intervalado de alta intensidade foi associado a um aumento um pouco maior nos níveis de testosterona e do hormônio luteinizante, enquanto os ratos que realizaram exercício conservaram melhor a quantidade, a mobilidade, a forma e a viabilidade dos espermatozoides, bem como a integridade do tecido testicular.

O exercício também reduziu o estresse oxidativo e aumentou a atividade das enzimas antioxidantes, conforme observado neste estudo, do qual participou Hadi Nobari, pela UPM. “Essas descobertas sugerem que a atividade física poderia ser uma estratégia acessível e não farmacológica para proteger a fertilidade masculina durante tratamentos de quimioterapia”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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