MADRID 14 maio (EUROPA PRESS) -
Um estudo científico liderado por pesquisadores da Universidade Complutense de Madri conseguiu reconstruir parte da história evolutiva do lobo ibérico graças à análise de restos fósseis encontrados nos sítios arqueológicos da Serra de Atapuerca e datados de mais de um milhão de anos.
O estudo, liderado pela professora Nuria García e pela pesquisadora Raquel Blázquez-Orta, ambas do departamento GEODESPAL da Faculdade de Ciências Geológicas da UCM, analisa restos dentários da espécie extinta Canis mosbachensis, considerada antecessora dos lobos atuais.
A pesquisa, publicada na revista científica “The Anatomical Record”, revela como esses antigos canídeos passaram por mudanças progressivas no tamanho corporal, na dentição e nos hábitos alimentares até evoluírem para o “Canis lupus”, espécie à qual pertence o atual lobo ibérico, “Canis lupus signatus”.
De acordo com os resultados, os exemplares mais antigos de 'canis mosbachensis', correspondentes ao Pleistoceno Inferior e ao início do Pleistoceno Médio, apresentavam traços morfológicos mais primitivos e um tamanho menor do que os lobos modernos.
Por outro lado, os indivíduos mais recentes mostram características anatômicas mais próximas das dos lobos atuais e uma tendência para uma dieta mais carnívora.
O trabalho analisou 87 exemplares atuais e fósseis de lobo ibérico e os comparou com 108 restos dentários de canídeos recuperados em diferentes depósitos da Trinchera del Ferrocarril de Atapuerca nos últimos 25 anos.
A primeira autora do artigo, Raquel Blázquez-Orta, destacou que o padrão identificado “provavelmente representa uma etapa intermediária dessa transição evolutiva da espécie ancestral para os lobos modernos”.
Também participaram do estudo pesquisadores do Institut Català de Paleoecologia Humana i Evolució Social, do Conselho Superior de Pesquisas Científicas, da Universidade Rovira i Virgili e do Centro Nacional de Pesquisa sobre a Evolução Humana.
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