Publicado 23/04/2026 07:04

Um estudo internacional utiliza imunoterapia local para conter lesões orais pré-cancerosas

Archivo - Arquivo - Boca, dentadura
ANDREYPOPOV/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 23 abr. (EUROPA PRESS) -

Um ensaio clínico de Fase 1 apresentado na Reunião Anual da Associação Americana para a Pesquisa do Câncer (AACR) utilizou imunoterapia local para conter lesões orais pré-cancerosas, presentes em aproximadamente 5% da população geral.

Este estudo, divulgado pelo Conselho Geral de Dentistas, poderia abrir caminho para um tratamento promissor para pacientes com lesões bucais potencialmente malignas, que podem acarretar um risco entre 1% e 36% de progressão para câncer oral, dependendo do grau de anomalia das células da lesão.

Como não existem biomarcadores confiáveis para prever o risco de progressão, muitos pacientes costumam se submeter a uma ressecção cirúrgica de suas lesões, mas esse procedimento está associado a uma elevada morbidade, explicou a corporação a esse respeito, enquanto o cirurgião e professor adjunto do Centro Oncológico MD Anderson da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, o Dr. Moran Amit, indicou que, nesse estudo, foram incluídas 29 pessoas com, pelo menos, uma lesão oral potencialmente maligna não tratada.

Esses pacientes receberam 10 ou 20 miligramas de nivolumab injetados diretamente em uma de suas lesões orais a cada três semanas, durante um total de quatro ciclos. Assim, 14 meses após a primeira injeção, 85% apresentaram redução no tamanho da lesão e, em média, a área da lesão diminuiu em 60%.

Além disso, 19 pacientes apresentaram reduções superiores a 50% e não ocorreram toxicidades limitantes da dose com o tratamento, pois os eventos adversos mais frequentes foram fadiga, diarreia e erupção cutânea. De fato, os resultados relatados pelos pacientes mostram uma qualidade de vida muito superior no que diz respeito aos sintomas relacionados à cabeça e ao pescoço, como deglutição, dor bucal, comunicação e paladar.

RESULTADOS PRELIMINARES, MAS PROMETEDORES

Na opinião do Conselho Geral de Dentistas, embora se trate de resultados preliminares e sejam necessários estudos adicionais para confirmar sua eficácia a longo prazo, a administração local de imunoterapia em lesões bucais potencialmente malignas representa uma linha promissora para o futuro no tratamento dessa patologia e um exemplo do progresso contínuo na pesquisa biomédica.

Nesse contexto, já promoveu, em conjunto com a Fundação Odontológica Espanhola, seis campanhas sobre câncer bucal, pois considera importante continuar promovendo a prevenção, o diagnóstico precoce e a pesquisa. Esse tipo de avanço reforça a necessidade de continuar trabalhando em novas estratégias terapêuticas que melhorem o prognóstico e a qualidade de vida dos pacientes.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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