MADRID 3 mar. (EUROPA PRESS) -
89,7% dos adultos espanhóis não têm o índice de massa corporal (IMC) incluído em seu histórico clínico, de acordo com o estudo “Avaliação nacional em tempo real do impacto econômico da obesidade no sistema de saúde espanhol (ECC-OS)”, promovido pela empresa médica Lilly, que explora o registro da obesidade na Atenção Primária.
A investigação também evidencia que apenas metade das pessoas (54,3%) com um IMC de obesidade (IMC maior ou igual a 30 kg/m2) incluído em seu histórico tem um diagnóstico formal de obesidade, o que representa um subdiagnóstico da doença, dificultando seu acompanhamento e a prevenção das complicações associadas. De fato, desses registros, metade já inclui outras doenças como hipertensão arterial (49,7%), dislipidemia (47%) ou diabetes (24,6%). “A obesidade é uma doença crônica associada a mais de 200 complicações de saúde”, afirma Gabriel Cuatrecasas, especialista em Medicina Familiar e Comunitária e coautor do estudo. “Sua correta identificação e registro no histórico clínico constitui o primeiro passo para abordá-la de forma estruturada, facilitar um diagnóstico precoce e prevenir o desenvolvimento de patologias associadas. As diferenças observadas entre as comunidades autônomas refletem um importante sub-registro que destaca a necessidade de melhorar seu reconhecimento clínico, especialmente considerando a elevada carga assistencial e o impacto econômico que isso acarreta”, detalhou.
Por outro lado, pouco mais de 3 milhões de pessoas têm esse código de diagnóstico de obesidade (3.285.946), o que equivale a 9,6% da população adulta no banco de dados. Este número representa aproximadamente metade dos casos estimados pelos diferentes estudos de prevalência da obesidade (como o ENE-COVID ou o estudo ENPE), o que evidencia um claro subdiagnóstico.
Além disso, a análise dos dados constata que esses 9,6% de pacientes da Atenção Primária geraram 17,1% do total dos custos da Atenção Primária decorrentes de consultas à atenção primária e encaminhamentos a outro especialista.
Assim, em 2022, o custo anual na Atenção Primária foi de 1.656 euros/pessoa com diagnóstico de obesidade, contra 851 euros/pessoa sem diagnóstico. Além disso, foram registradas cerca de 16.000 hospitalizações em pessoas com obesidade, com um custo de 79,8 milhões de euros.
“Nesse sentido, documentar a obesidade pode ser o primeiro passo para alocar recursos de forma eficaz e fazer uma avaliação mais precisa dos custos de saúde relacionados a essa patologia”, apontam os autores do estudo. “O QUE SEU IMC DIZ SOBRE VOCÊ”
O IMC e a medição do perímetro da cintura são uma das medidas indiretas mais utilizadas para identificar o excesso de peso e são capazes de refletir a adiposidade na maioria dos casos. Trata-se de um valor calculado com base no peso e na altura do paciente, tornando-se uma forma rápida de detetar o excesso de peso e uma ferramenta fundamental para a prevenção na atenção primária.
Por esse motivo e, coincidindo com o Dia Mundial da Obesidade, a empresa médica Lilly lançou a campanha “O que seu IMC diz sobre você”, uma iniciativa para lembrar a importância de prevenir a obesidade e as complicações associadas à obesidade antes que elas apareçam.
“A medição do IMC, assim como outras medições simples, como a relação entre o perímetro da cintura e a altura, é um primeiro passo de conscientização com uma medida fácil de obter. Essas medições fornecem informações tanto ao profissional de saúde quanto ao paciente, para que seja possível iniciar um diagnóstico preciso da obesidade e tomar as medidas necessárias de acordo com o estado de saúde atual de cada pessoa”, concluiu Irene Romera, diretora médica da Unidade Cardiometabólica da Lilly na Espanha.
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