Publicado 10/04/2026 13:26

Um estudo identifica os motivos pelos quais os pesadelos persistem nas crianças e aponta como quebrar esse ciclo

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LEMANNA/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 10 abr. (EUROPA PRESS) -

Um estudo realizado por cientistas das universidades americanas de Oklahoma e Tulsa identificou os motivos pelos quais os pesadelos persistem nas crianças e apontou como quebrar esse ciclo.

Este trabalho, publicado na revista especializada 'Frontiers in Sleep', propôs um novo modelo para explicar as circunstâncias pelas quais esses sonhos desagradáveis podem continuar ao longo do tempo em crianças, bem como para desenvolver uma terapia para quebrar essa persistência dos pesadelos.

“O modelo ‘DARC-NESS’ analisa os mecanismos que mantêm os pesadelos, bem como os mecanismos que podem quebrar seu ciclo”, insistiu a doutora em Psicologia e professora da Universidade de Tulsa, Lisa Cromer, que acrescentou que “a resposta da criança a um pesadelo é o que faz com que eles se repitam”, levando ao surgimento de “pesadelos crônicos”.

Isso “significa que, se aprendermos a responder aos pesadelos de maneira diferente, podemos interromper esse ciclo”, continuou ela, acrescentando que é “encorajador” compreender que é possível tomar medidas para controlar os sonhos. Nesse sentido, o eixo central do modelo é a eficácia diante dos pesadelos, ou seja, a ideia de que as crianças podem aprender habilidades para se livrar deles e recuperar um sono reparador.

Assim, em vez de se concentrar apenas no conteúdo de um pesadelo, essa técnica incentiva a considerar um conjunto mais amplo de fatores, incluindo como a criança interpreta o sonho, as preocupações que tem ao ir dormir, a ansiedade que sente na hora de se deitar e como lida com a situação após acordar.

TÁTICAS PARA REDUZIR A ANSIEDADE E MELHORAR OS HÁBITOS DE SONO

Na opinião dos pesquisadores, essas informações podem ajudar a elaborar um plano de tratamento personalizado, em vez de uma abordagem genérica. Para algumas crianças, o foco pode ser reduzir a ansiedade na hora de dormir, enquanto outras podem se beneficiar da melhoria de seus hábitos de sono ou da participação em terapia de exposição, como descrever, escrever ou desenhar o pesadelo e, em seguida, trabalhar com um terapeuta.

“Acreditamos ter criado uma forma de conceituar por que os pesadelos persistem e como podemos tratá-los melhor em crianças”, afirmou a psiquiatra e professora associada da Faculdade de Medicina Comunitária da Universidade de Oklahoma, Dra. Tara Buck, que destacou que “o que distingue este modelo é que ele se adapta às necessidades de cada paciente e se concentra no que este pode controlar”.

Nesse contexto, ela afirmou que o que se busca são “possíveis pontos de intervenção”, os quais são abordados “de forma colaborativa com os pacientes e suas famílias”. “A autoeficácia é fundamental neste modelo”, declarou ela, acrescentando que “quando as crianças se sentem capazes de fazer algo para superar os pesadelos, começam a compreender como tudo está interligado”.

De qualquer forma, este trabalho esclarece que a técnica foi concebida para ser utilizada por diversos profissionais clínicos, incluindo terapeutas e pediatras. “Trabalhamos com crianças que vêm recebendo tratamento de saúde mental há muito tempo e cujos pesadelos persistem”, explicou Buck, que concluiu ressaltando que “é necessário um modelo de tratamento para pesadelos que ajude as crianças quando estes são recorrentes e angustiantes”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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