Publicado 20/01/2026 07:37

Um estudo em ratos conclui que a retina pode revelar alterações precoces associadas à doença de Alzheimer.

Archivo - Arquivo - Olho, córnea
CHOREOGRAPH/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 20 jan. (EUROPA PRESS) - Uma colaboração multidisciplinar que integra especialistas em oftalmologia, neurociência, biomedicina e informática, dirigida pelo Instituto de Investigação Oftalmológica Ramón Castroviejo da Universidade Complutense de Madrid (UCM), identificou alterações precoces nas células imunitárias da retina num modelo animal da doença de Alzheimer, reforçando a ideia de que o olho poderia oferecer pistas acessíveis e não invasivas sobre processos neurodegenerativos em fases iniciais. O estudo, publicado na revista científica “Frontiers in Aging Neuroscience”, traz novas evidências sobre o papel da retina como possível indicador precoce de processos associados à doença de Alzheimer.

O objetivo da pesquisa foi analisar se a retina — uma estrutura que faz parte do sistema nervoso central e que pode ser examinada por meio de técnicas não invasivas — apresenta alterações precoces relacionadas à progressão da doença de Alzheimer.

Para isso, segundo explicam, a equipe trabalhou com um modelo murino (camundongo ou rato) que reproduz de forma fiel aspectos-chave da doença e o comparou com animais saudáveis da mesma idade, avaliando diferentes estágios do envelhecimento. A análise se concentrou nas células da microglia, as células imunitárias do sistema nervoso, fundamentais nos processos de neuroinflamação. Por meio de técnicas de marcação celular e um sistema automatizado de análise de imagens chamado MorphoSomas, os pesquisadores quantificaram objetivamente vários parâmetros morfológicos dessas células na retina. Segundo explica a Dra. Sánchez-Puebla, “as mudanças morfológicas que observamos na microglia retiniana indicam uma ativação precoce da resposta imunológica do sistema nervoso. A retina, por ser acessível por meio de técnicas não invasivas, poderia se tornar uma ferramenta complementar para estudar a progressão de processos neurodegenerativos”.

Por sua vez, a Dra. Inés López-Cuenca, pesquisadora da mesma equipe, destaca que “a combinação de técnicas experimentais com ferramentas de análise automatizada permite obter medidas objetivas e reproduzíveis, algo fundamental para detectar diferenças sutis associadas à doença e ao envelhecimento. Este tipo de abordagem computacional reforça a confiabilidade dos resultados e facilita sua comparação entre diferentes laboratórios”. Do ponto de vista científico, o estudo reforça a hipótese de que a retina poderia ser usada como uma janela acessível para detectar processos neurodegenerativos. A longo prazo, essa abordagem poderia contribuir para o desenvolvimento de ferramentas diagnósticas não invasivas para identificar alterações precoces associadas à doença de Alzheimer. No entanto, os autores ressaltam que se trata de um estudo realizado em modelo animal e que os resultados devem ser validados em humanos antes de qualquer aplicação clínica. O trabalho representa um avanço relevante dentro de uma linha de pesquisa promissora, embora ainda em fase experimental.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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