Publicado 11/03/2026 13:24

Um estudo da Universidade Francisco de Vitoria mostra que treinar o cérebro em casa alivia os sintomas da doença de Parkinson.

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Um programa digital de estimulação cognitiva melhora os sintomas motores MADRID 11 mar. (EUROPA PRESS) -

Os pesquisadores da Universidade Francisco de Vitoria, os doutores Juan Pablo Romero e Aída Arroyo-Ferrer, coordenaram um ensaio clínico que demonstrou que treinar o cérebro em casa alivia os sintomas motores da doença de Parkinson, conforme publicado na revista especializada “NeuroRehabilitation”.

“Desenvolvemos um protocolo focado nas funções cognitivas mais relacionadas ao controle do movimento, como a atenção e a rapidez mental”, explicou Arroyo-Ferrer, em relação ao programa de estimulação cognitiva digital autoadministrado preparado por este centro acadêmico. O programa conseguiu uma redução significativa desses sintomas em pessoas em fases leves ou moderadas da doença.

A doença, que afeta mais de 10 milhões de pessoas em todo o mundo, representa um desafio diário para quem a padece e suas famílias. Além dos tremores e da rigidez muscular, a perda progressiva de mobilidade, a lentidão nos movimentos, os problemas de equilíbrio e a deterioração da atenção afetam diretamente a autonomia e a qualidade de vida.

Diante disso, este trabalho, que contou com a participação de 39 pacientes com essa patologia, mas sem deterioração cognitiva, consistiu em um treinamento cognitivo, durante um mês e em casa, por meio do 'NeuronUP', uma plataforma digital de estimulação neuropsicológica que oferece exercícios interativos projetados para melhorar funções como a atenção sustentada e a velocidade de processamento mental.

No entanto, apenas metade deste grupo de pessoas foi submetido ao mesmo, enquanto os restantes 50% não receberam reabilitação cognitiva. Cada participante do grupo experimental completou sessões de 30 minutos, três vezes por semana, sem necessidade de assistência presencial. ACESSÍVEL PARA PESSOAS IDOSAS OU COM MOBILIDADE REDUZIDA

“A grande vantagem é que pode ser feito em casa, sem barreiras físicas ou logísticas, o que o torna especialmente acessível para pessoas idosas ou com mobilidade reduzida”, insistiu Arroyo-Ferrer, enquanto Romero declarou que “a descoberta mais relevante foi verificar que, sem atividade física adicional, os pacientes que treinaram sua mente conseguiram melhorar a fluidez de seus movimentos”.

Na sua opinião, isso sugere que, ao estimular determinadas funções cognitivas, também são ativados circuitos neuronais envolvidos na execução motora. “Isso não significa que o exercício físico deixe de ser importante, mas que pode ser complementado com intervenções cognitivas específicas para potenciar os seus efeitos”, esclareceu.

Essa plataforma, que adapta automaticamente a dificuldade dos exercícios de acordo com o desempenho do usuário, enquanto a equipe de pesquisa acompanha remotamente o progresso, resultou em uma melhora significativa da mobilidade, especialmente na bradicinesia, um dos sintomas mais característicos, que se manifesta como lentidão e dificuldade para iniciar os movimentos.

Por tudo isso, a Universidade Francisco de Vitoria considera que o 'NeuronUP' pode ser incorporado em programas terapêuticos mais amplos, juntamente com fisioterapia, exercícios físicos, medicação e apoio psicológico. Esse tipo de intervenção não substitui os tratamentos convencionais, mas pode reforçá-los ao estimular funções cognitivas que influenciam diretamente a mobilidade e a autonomia.

“Treinar a mente também pode ter efeitos no corpo” e “a tecnologia de reabilitação remota pode ser uma grande aliada contra doenças crônicas como o Parkinson”, destacou Romero, que concluiu ressaltando que “o próximo passo será ampliar a amostra e explorar combinações de reabilitação física e cognitiva”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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