Publicado 09/07/2026 12:11

Um estudo confirma a presença de adoçantes em quase 2.500 alimentos e bebidas no mercado espanhol

Archivo - Arquivo - Adoçante artificial
NENSURIA/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 9 jul. (EUROPA PRESS) -

Pesquisadores da área de Fisiopatologia da Obesidade e Nutrição do Centro de Pesquisa Biomédica em Rede (CIBEROBN) identificaram a presença de um ou mais adoçantes de baixo teor calórico e sem calorias (LNCS, na sigla em inglês) autorizados na União Europeia em 2.469 alimentos e bebidas comercializados no mercado espanhol.

O estudo, publicado no “Journal of Food Composition and Analysis”, atualiza as informações divulgadas em estudos de 2019 e 2021 sobre a presença de adoçantes em produtos alimentícios, em um contexto em que seu uso tem aumentado devido, entre outros fatores, à reformulação de alimentos e bebidas para reduzir seu teor de açúcares.

Os resultados do trabalho baseiam-se em uma pesquisa e análise sistemática das informações coletadas nos rótulos de ingredientes de alimentos e bebidas representativos de 85% do mercado espanhol, utilizando o banco de dados alimentar NUTRIFEN da Fundação Espanhola de Nutrição (FEN).

Assim, confirmou-se que a presença de LNCS é ampla no mercado alimentício espanhol. A maior prevalência foi registrada na categoria “Refrigerantes, águas engarrafadas e outros”, que concentrou 36,65% dos produtos identificados com esses ingredientes.

Nessa seção, foram identificadas mudanças em relação aos estudos anteriores. Embora a categoria de refrigerantes continue sendo a principal, “Barras de chocolate e doces, coberturas doces e sobremesas” passa a ocupar o segundo lugar em presença de LNCS, com 24,58% do total de produtos identificados, substituindo os sucos e néctares de frutas que antes ocupavam essa posição.

MUDANÇAS NO TIPO DE ADOÇANTES

Além disso, o estudo mostra mudanças no tipo de adoçantes utilizados. De acordo com esta última análise, o adoçante não calórico mais utilizado é o acessulfame K (58,24%), seguido pela sucralose (43,62%) e pelo aspartame (32,28%).

Para o primeiro autor do estudo, Asier Léniz, essas mudanças evidenciam “a necessidade de manter um monitoramento contínuo do mercado alimentício”.

Outra conclusão do trabalho é que o mais comum é a combinação de vários adoçantes em um mesmo alimento, já que a maioria dos produtos contém dois ou três LNCS utilizados em conjunto, e até mesmo cinco, seis, sete e oito em determinados casos, o que representa outra mudança de tendência em relação ao que ocorria há 15 ou 20 anos, quando predominava a presença de um único adoçante por produto alimentício.

Os responsáveis pelo estudo destacaram a importância desse conhecimento sobre adoçantes para facilitar as decisões alimentares informadas dos consumidores, especialmente entre aqueles que desejam controlar a ingestão de açúcares ou que apresentam necessidades dietéticas específicas.

Ao mesmo tempo, explicaram que esses dados oferecem às autoridades de saúde uma visão atualizada das tendências de uso dos adoçantes, o que pode contribuir para o acompanhamento da reformulação de alimentos, para a avaliação das práticas de rotulagem e para o desenvolvimento de futuras políticas nutricionais.

O trabalho foi desenvolvido em colaboração com a Sociedade Espanhola de Nutrição (SEÑ) e contou com a participação de três grupos do CIBEROBN pertencentes à Universidade do País Basco (UPV/EHU), ao Hospital Clínico Universitário de Santiago de Compostela (CHUS) e à Universidade Politécnica de Madri (UPM).

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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