Publicado 17/09/2026 05:55

Um estudo confirma que adiar por três a cinco anos o acompanhamento após adenomas avançados é seguro

Archivo - Arquivo - Colonoscopia
PHONLAMAIPHOTO/ ISTOCK - Arquivo

MADRID 17 set. (EUROPA PRESS) -

Um estudo internacional liderado por pesquisadores espanhóis e noruegueses demonstrou que adiar por três a cinco anos a primeira colonoscopia de acompanhamento após a remoção de adenomas avançados não aumenta o risco de câncer colorretal nem de morte por essa doença.

Especificamente, o estudo foi conduzido por Rodrigo Jover, do CIBER de Doenças Hepáticas e Digestivas (CIBEREHD) e do Instituto de Pesquisa Sanitária e Biomédica de Alicante (ISABIAL), e por Michael Bretthauer, da Universidade de Oslo (Noruega). O estudo, publicado na revista “The New England Journal of Medicine”, incluiu um total de 10.799 pacientes — mais da metade espanhóis — com adenomas avançados, provenientes de oito países europeus.

O câncer colorretal é o tumor mais frequente na Espanha quando se consideram ambos os sexos em conjunto, com cerca de 44.000 novos casos diagnosticados a cada ano. A ampliação dos programas de rastreamento por meio do teste de sangue oculto nas fezes permitiu detectar a doença em estágios mais precoces e prevenir novos casos por meio da identificação e remoção de pólipos colorretais.

Aproximadamente 45% das pessoas que se submetem a uma colonoscopia após obterem um resultado positivo no teste apresentam pólipos. Alguns deles, especialmente determinados adenomas, são lesões precursoras do câncer colorretal. Após a remoção desses pólipos, alguns pacientes são considerados de maior risco de desenvolver novos adenomas ou câncer colorretal. Por esse motivo, as diretrizes clínicas atuais recomendam a realização periódica de colonoscopias de acompanhamento.

No entanto, essa estratégia representa um fardo significativo tanto para os sistemas de saúde quanto para os próprios pacientes. Na Espanha, são realizadas mais de um milhão de colonoscopias por ano, e entre 10% e 20% correspondem a procedimentos de acompanhamento após a remoção de pólipos. Atualmente, os serviços de endoscopia enfrentam uma demanda elevada e longas listas de espera. Além disso, a colonoscopia requer uma preparação intestinal que é incômoda para os pacientes, pode implicar perda de horas de trabalho e, embora seja um exame geralmente seguro, não está isenta de possíveis complicações.

“A redução do número de colonoscopias traria benefícios tanto para o sistema de saúde quanto para os pacientes, ao diminuir as listas de espera, os gastos com saúde e as complicações associadas às colonoscopias, bem como o impacto sobre a atividade profissional e a qualidade de vida das pessoas submetidas ao acompanhamento”, comenta Luis Bujanda, pesquisador do CIBEREHD na Associação Instituto de Pesquisa em Saúde Biogipuzkoa, que, juntamente com Isabel Portillo, participou do estudo.

Os resultados do estudo já foram encaminhados a organizações internacionais responsáveis pela elaboração de diretrizes de prática clínica, que começaram a avaliar e atualizar suas recomendações sobre o acompanhamento de pacientes que tiveram pólipos colorretais removidos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado