NATALYA KANISHCHEVA/ ISTOCK - Arquivo
MADRID, 3 jul. (EUROPA PRESS) -
Um estudo da Universidade de Glasgow (Reino Unido) associou períodos prolongados de inatividade a um maior risco de câncer e, mais especificamente, indicou que cada hora consecutiva de sedentarismo diário pode aumentar o risco de morte por câncer em 10%.
A equipe de pesquisa, que publicou seus resultados na revista “PLOS Medicine”, analisou os dados de dispositivos portáteis usados por mais de 91.292 participantes do Biobanco do Reino Unido, que foram acompanhados por uma média de 12 anos.
Os dados obtidos fornecem mais evidências sobre as consequências negativas para a saúde decorrentes de períodos prolongados de sedentarismo diário, mas também demonstram que esse risco poderia ser atenuado substituindo esses longos períodos de sedentarismo por atividade física.
Especificamente, os pesquisadores descobriram que o risco de morte por câncer era 12% menor quando uma hora diária de sedentarismo era substituída por atividade física leve, como caminhar devagar ou realizar tarefas domésticas, como passar roupa ou lavar a louça.
Por sua vez, o risco de morte por câncer também diminuiu 8% quando 30 minutos de inatividade foram substituídos por atividade física moderada diária, como caminhar em ritmo normal. Substituir cinco minutos de sedentarismo por atividade física intensa foi associado a uma redução de 22% no risco de morte por câncer.
“Nossos dados demonstram que ficar sentado por mais de 30 minutos seguidos está particularmente relacionado a um maior risco de câncer. A boa notícia é que interromper o tempo que passamos sentados com algo tão simples quanto uma breve caminhada pode ter um efeito protetor”, destacou o autor principal do estudo, Frederick Ho.
Além disso, ele observou que, em contraste com as diretrizes de saúde atuais, que se concentram principalmente no exercício moderado ou intenso, essas descobertas mostram que o movimento leve não deve ser ignorado.
A equipe de pesquisa observou, em consonância com os resultados, que, ao determinar o risco de morte por câncer, não é importante apenas a quantidade total de tempo que se passa sentado, mas também como esse tempo se acumula e se é intercalado com atividades físicas de diferentes intensidades.
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