MADRID 5 ago. (EUROPA PRESS) -
"Ter aprendido a calcular o mínimo múltiplo comum (MMC) ou o máximo divisor comum (MMC) é inútil" é uma daquelas frases que muitos de nós já ouvimos pelo menos uma vez na vida. A ideia é repetida com frequência toda vez que alguém se lembra de algum conteúdo de matemática aparentemente esquecido na escola. Mas o divulgador e professor David Gozalo quis desmistificar esse mito com vários exemplos cotidianos que mostram que, na realidade, o mínimo múltiplo comum e o máximo divisor comum ainda são mais úteis do que pensamos.
Em um de seus vídeos mais recentes, Gozalo começa com um tweet que resume essa reclamação: depois de aprender a calcular o MMC e o MDC na escola, a pessoa termina a vida escolar sem nunca mais usá-los. "Falso", responde o professor, que aproveita a oportunidade para mostrar várias situações práticas em que essas operações são muito úteis.
O MÍNIMO MÚLTIPLO COMUM PARA FESTAS E TRANSPORTE
Para explicar o mínimo múltiplo comum, Gozalo usa um caso bem visual: você está organizando uma festa e quer servir cachorros-quentes. Os pães vêm em pacotes de seis e os cachorros-quentes vêm em pacotes de oito. Se você comprar um saco de cada, vai sobrar duas salsichas. O que você pode fazer para garantir que não vai sobrar nada? Calcule o mínimo múltiplo comum de 6 e 8.
Nesse caso, o MMC é 24. "Isso significa que se você comprar três pacotes de salsichas e quatro pacotes de pães, terá exatamente a mesma quantidade de ambos os ingredientes, sem desperdiçar nada", explica ele. Ele acrescenta que, se precisar de mais de 24, você pode multiplicar esse número por dois, por três e ainda assim ajustar suas compras.
Outro exemplo simples está em um ponto de ônibus. Imagine que há duas linhas que servem para você chegar em casa: uma passa a cada 15 minutos e a outra a cada 20. Se ambas saírem ao mesmo tempo de seus terminais, quanto tempo levará para que elas se encontrem novamente no ponto? A resposta, novamente, é o menor múltiplo comum: 60 minutos.
PARA QUE SERVE O MAIOR DIVISOR COMUM
Na segunda parte do vídeo, Gozalo discute o maior divisor comum com um exemplo relacionado à reforma de casas. Imagine que você queira colocar azulejos em um pátio retangular de 4,5 por 3,6 metros e não pode cortá-los. Para evitar lacunas e cortes, você precisa saber exatamente o tamanho do ladrilho quadrado que permite cobrir toda a superfície. A maneira de descobrir isso, ele explica, é calcular o maior divisor comum das duas medidas convertidas em centímetros (450 e 360).
O resultado é 90, o que significa que você pode usar azulejos de 90 por 90 centímetros. Prefere azulejos menores? Então você pode usar qualquer divisor de 90: de 45, de 30, de 15.
E mais um exemplo: você tem 210 jujubas e 70 barras de chocolate para distribuir em sacos iguais entre as crianças em uma festa. Quantos sacos você pode fazer sem sobrar nada? Aqui, novamente, o DCM entra em ação. O número máximo de sacolas é 70, com 3 balas de gelatina e 1 chocolate por sacola. Mas, como antes, você pode ajustar esse número usando outros divisores: faça 35 sacos com o dobro do conteúdo, por exemplo.
O IMPORTANTE NÃO É APENAS A FÓRMULA, MAS COMO ELA É EXPLICADA
No final do vídeo, David Gozalo lança uma reflexão que vai além do conteúdo matemático. "O problema não é o fato de ele ser inútil, mas como ele foi contado para nós", conclui. Para ele, se esses conceitos fossem ensinados com exemplos práticos desde o início, muitas pessoas os reteriam melhor e, acima de tudo, saberiam quando poderiam precisar deles.
Com uma explicação clara, próxima e bem contextualizada, o professor consegue defender o valor real de duas ferramentas matemáticas que, embora pareçam esquecidas, ainda estão presentes na vida cotidiana mais do que muitas pessoas pensam.
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