MADRID 5 fev. (EUROPA PRESS) -
O urologista do Instituto de Cirurgia Urológica Avançada (ICUA) e presidente da Focal Therapy Society, Rafael Sánchez, destacou que a eletroporação irreversível representa um salto qualitativo na forma de tratar determinados tumores da próstata, pois “é precisa, segura e respeita ao máximo a qualidade de vida do paciente”.
Especificamente, o programa de terapia focal por meio de eletroporação irreversível (IRE) permite tratar tumores de próstata de baixo e médio risco sem comprometer a qualidade de vida do paciente, minimizando efeitos colaterais como incontinência urinária e disfunção erétil, de acordo com dados preliminares da Focal Therapy Society.
Trata-se de uma técnica minimamente invasiva que permite destruir o tecido tumoral, preservando ao máximo a função do órgão. “Ao contrário de métodos térmicos como a crioterapia ou a ablação a laser, a IRE utiliza pulsos elétricos que alteram a membrana celular do tumor sem gerar calor. Isso oferece uma precisão milimétrica e uma melhor preservação dos tecidos neurovasculares. O resultado é um tratamento eficaz que minimiza os efeitos colaterais, como incontinência ou disfunção erétil, fatores críticos para a qualidade de vida”, acrescenta o especialista. Essa abordagem terapêutica é indicada para pacientes com tumores de risco baixo ou intermediário, bem localizados. “Também pode ser usada em casos cuidadosamente selecionados para tentar o controle local da doença quando não há mais opções disponíveis. Esta última aplicação está, obviamente, fora dos protocolos clínicos e seria necessário estudar o caso específico para avaliar se a sua aplicação poderia trazer algum benefício para o paciente”, precisa o Dr. Sánchez Salas. Os pacientes que se submetem a esta terapia focal “valorizam a agressão mínima, a rápida recuperação e a manutenção da qualidade de vida”, aponta Sánchez.
Uma recente revisão de estudos publicada no 'Journal of personalized medicine' garante que a IRE teve um excelente perfil de segurança e poderia ter resultados positivos para a função sexual e urinária. “A incorporação da eletroporação irreversível é um passo decisivo em direção a um modelo de tratamento mais preciso e menos agressivo. Em tumores de próstata de risco baixo ou intermediário, essa técnica permite atuar diretamente sobre a lesão sem comprometer estruturas críticas ao redor. Para a ICUA, isso significa consolidar sua aposta em tecnologias disruptivas e medicina personalizada”, indica Fernando Gómez, chefe do Serviço de Urologia da ICUA. Os critérios clínicos e radiológicos fundamentais para optar pela IRE são: ressonância multiparamétrica de alta qualidade, biópsias guiadas por fusão e localização precisa da lesão. “O paciente deverá se submeter a uma biópsia sistematizada e a uma avaliação funcional. Além disso, a um estudo de imagem prostática de alta resolução”, observa Gómez.
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