MADRID 15 set. (EUROPA PRESS) -
O chefe do Serviço de Hemodinâmica do Hospital Universitário Germans Trias i Pujol, Xavier Carrillo, destacou como a cardiologia intervencionista contribuiu para ampliar as possibilidades de tratamento das doenças cardíacas por meio de procedimentos eficazes e minimamente invasivos, nos quais a tecnologia médica desempenha um papel fundamental.
“O avanço tecnológico tem sido espetacular, permitindo o tratamento percutâneo em situações que antes nos pareciam impossíveis de abordar”, afirmou Carrillo.
No âmbito do Dia Internacional da Cardiologia Intervencionista, a empresa B. Braun lembrou que as doenças do sistema circulatório foram responsáveis por 25,7% de todas as mortes registradas na Espanha em 2025. Dentro desse grupo, as doenças isquêmicas do coração foram a causa mais frequente, com 26.711 óbitos.
A B. Braun destacou que a cardiologia intervencionista mudou a forma de tratar muitas doenças cardiovasculares, permitindo que os especialistas cheguem ao coração por meio dos vasos sanguíneos, sem a necessidade de abrir o tórax. Por meio de um cateter fino, geralmente inserido por uma artéria do pulso, o cardiologista pode alcançar a área afetada e realizar o tratamento a partir do interior da artéria.
A intervenção coronariana percutânea, comumente conhecida como angioplastia, permite chegar até a artéria obstruída por meio de um cateter, desobstruí-la e restabelecer o fluxo sanguíneo. Atualmente, é a estratégia de reperfusão preferencial em determinados tipos de infarto, quando pode ser realizada dentro dos prazos recomendados.
Na Espanha, essa técnica está plenamente integrada ao tratamento do infarto. De acordo com o Registro Espanhol de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista, em 2024 a intervenção coronária percutânea primária foi o tratamento mais utilizado no contexto do infarto, com 98% de utilização.
Desde a primeira angioplastia, em 1977, as opções de tratamento evoluíram para um leque cada vez mais amplo de alternativas terapêuticas. Aos primeiros balões somaram-se os “stents”, pequenas estruturas metálicas que permanecem na artéria para mantê-la aberta, e, posteriormente, os balões revestidos com fármaco (DCB).
Estes últimos dilatam a artéria e liberam um medicamento em sua parede para reduzir o risco de que ela volte a se estreitar, sem deixar nenhum dispositivo no coração e preservando, assim, a função vasomotora da artéria coronária.
A evolução da tecnologia médica continua ampliando as possibilidades da cardiologia intervencionista, com soluções cada vez mais precisas e menos invasivas que permitem avançar rumo a uma abordagem mais personalizada das doenças cardiovasculares.
“Cada lesão e cada paciente são distintos. A diversidade de opções terapêuticas, de preparação das lesões e de tratamento final, bem como o aprimoramento das técnicas de imagem, permitem individualizar o tratamento, adaptando-o ao paciente ou à lesão cardíaca, buscando praticar uma medicina de precisão e sempre buscando os melhores resultados a longo prazo para os pacientes”, explicou Carrillo.
Por sua vez, o diretor de Assuntos Científicos Médicos do Centro de Excelência OR Supply da B. Braun Surgical, José Manuel Molina, destacou que a cardiologia intervencionista demonstra como os avanços médicos e tecnológicos podem se traduzir em melhorias reais para a saúde e a vida das pessoas, tornando possível tratar de forma menos invasiva doenças cardiovasculares de grande impacto.
“Em uma especialidade em que a precisão e a segurança são fundamentais, contar com tecnologias que facilitem o trabalho dos profissionais é essencial para que eles possam se concentrar no que realmente importa: o atendimento ao paciente. Cada pessoa e cada situação clínica são diferentes e, na B. Braun, queremos contribuir para essa evolução com soluções, conhecimento e treinamento que acompanhem os especialistas em sua prática diária”, concluiu.
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