Publicado 02/09/2026 10:04

Um especialista alerta que uma estenose nas artérias carótidas pode evoluir sem sintomas até causar um AVC

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MADRID 2 set. (EUROPA PRESS) -

O chefe do Serviço de Angiologia e Cirurgia Vascular do Hospital Ruber Internacional, Pablo Gallo, alertou que a estenose das artérias carótidas pode evoluir sem sintomas até causar um AVC, por isso destacou a importância de controlar os fatores de risco cardiovascular.

Assim, a estenose carotídea, causada principalmente pelo acúmulo de placas de ateroma nas artérias carótidas, constitui uma das causas do AVC, e sua detecção precoce e tratamento imediato são fundamentais para prevenir suas consequências e sequelas graves.

“O problema não é apenas que a artéria vá se estreitando e o fluxo sanguíneo diminua. Uma placa de ateroma também pode se tornar instável, desprender pequenos fragmentos e causar a obstrução de alguma artéria cerebral”, explicou Gallo.

Um dos principais problemas dessa doença é justamente o fato de que ela pode não apresentar sintomas por muito tempo. No entanto, a idade, a hipertensão arterial, o tabagismo, o diabetes, os níveis elevados de colesterol, a obesidade, o sedentarismo e os antecedentes familiares de doenças cardiovasculares aumentam o risco de desenvolver aterosclerose e, com ela, a doença carotídea.

“A aterosclerose não é uma doença exclusiva das carótidas, mas um processo que pode afetar diferentes regiões arteriais em todo o corpo. Por isso, diante de um paciente com esses fatores de risco ou com doença cardiovascular conhecida, devemos realizar uma avaliação global de sua situação vascular”, indica o especialista.

Quando a estenose carotídea começa a apresentar sintomas, estes podem surgir de forma repentina. A perda repentina de força ou sensibilidade no rosto, em um braço ou em uma perna — especialmente em um lado do corpo —, dificuldades para falar ou compreender a linguagem e a perda repentina da visão em um olho são algumas das manifestações que devem levantar a suspeita de um problema cerebrovascular.

Às vezes, esses sintomas desaparecem espontaneamente após alguns minutos ou algumas horas. É o que se conhece como acidente isquêmico transitório (AIT). “O fato de os sintomas desaparecerem não significa que o problema tenha desaparecido. Um AIT deve ser considerado um sinal de alarme e requer avaliação médica urgente, pois pode indicar um risco posterior de AVC”, ressalta Gallo.

Por esse motivo, diante do aparecimento repentino de sintomas neurológicos compatíveis com um AVC ou um AIT, não se deve esperar para verificar se eles melhoram por conta própria, sendo necessário procurar atendimento médico urgente.

Segundo o especialista, uma das vantagens do estudo vascular é que ele inclui exames não invasivos, como o “Eco-Doppler”, com o qual é possível detectar a presença de placas de ateroma e estimar o grau de estreitamento. O exame pode ser complementado com a realização de uma “angiotomografia por tomografia computadorizada” ou uma “angiografia por ressonância magnética” e a arteriografia.

“O importante não é apenas saber se existe uma placa, mas determinar qual o grau de estenose que ela causa, como é essa lesão, se o paciente apresentou sintomas e qual é o seu risco individual. São todos esses elementos que nos permitem decidir qual a estratégia mais adequada”, explica Gallo.

NEM TODAS AS ESTENOSES CAROTÍDEAS EXIGEM CIRURGIA

O especialista afirma que o diagnóstico de uma estenose carotídea não implica necessariamente a necessidade de intervenção. O tratamento deve ser individualizado, incluindo o controle intensivo dos fatores de risco cardiovasculares e o início da medicação para estabilizar a placa e impedir que o estreitamento progrida; tudo isso constitui uma parte essencial do manejo.

Nos pacientes em que o grau de estenose é avançado, há presença de sintomas e o risco de AVC é elevado, deve-se realizar a intervenção, que consiste em remover a placa que causa o estreitamento da artéria e restabelecer o fluxo sanguíneo.

Da mesma forma, a prevenção continua sendo uma das ferramentas mais importantes: parar de fumar, controlar a pressão arterial, o colesterol e o diabetes, praticar atividade física regularmente, manter um peso saudável e seguir uma alimentação equilibrada constituem, portanto, as medidas essenciais tanto para prevenir doenças cardiovasculares quanto para conter sua progressão.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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