Publicado 30/06/2026 12:59

Um especialista alerta para o subdiagnóstico da síndrome de May-Thurner, uma causa frequente de trombose em mulheres jovens

Imagem de uma pessoa com sintomas da síndrome de May-Thurner.
QUIRÓNSALUD

MADRID 30 jun. (EUROPA PRESS) -

O chefe da Unidade de Angiologia e Cirurgia Vascular do Hospital Ruber Internacional, do grupo Quirónsalud, Pablo Gallo, alertou para o subdiagnóstico da síndrome de May-Thurner, uma causa frequente de trombose em mulheres jovens.

“No entanto, identificá-la a tempo muda completamente o prognóstico e permite prevenir complicações potencialmente graves”, destacou Gallo, que explicou que essa patologia é subdiagnosticada porque muitos de seus sintomas podem ser confundidos com os de outros problemas venosos mais comuns.

Segundo o especialista, a síndrome de May-Thurner pode se tornar a causa de trombose venosa profunda na perna esquerda, especialmente em mulheres jovens. Por isso, ele ressalta que sua detecção precoce é fundamental para evitar complicações como a tromboembolia pulmonar, a síndrome pós-trombótica ou o aparecimento de varizes pélvicas e nos membros inferiores.

Essa doença ocorre quando a artéria ilíaca comum direita comprime a veia ilíaca comum esquerda contra a coluna lombossacral, dificultando o retorno venoso e favorecendo a formação de coágulos sanguíneos.

Embora possa permanecer assintomática por anos, também pode apresentar sintomas como inchaço (edema), sensação de peso ou varizes na perna esquerda; em muitos casos, o primeiro sinal de alerta é uma trombose venosa profunda. Nas mulheres, também pode estar associada a varizes e dor pélvica crônica, que pode se agravar após a gravidez.

Gallo indica que o diagnóstico requer alta suspeita clínica e o apoio de exames de imagem, como a “ecografia Doppler” venosa, a “angiografia por tomografia computadorizada”, a ressonância magnética vascular ou técnicas mais específicas, como a flebografia pélvica e o ultrassom intravascular (IVUS), que permitem visualizar diretamente a compressão venosa.

Nesse contexto, o especialista destaca que, atualmente, o tratamento evoluiu notavelmente graças às terapias endovasculares minimamente invasivas. A colocação de um “stent” venoso por meio de angioplastia permite restaurar o calibre da veia comprimida, melhorar o fluxo sanguíneo e reduzir o risco de episódios trombóticos.

“Hoje dispomos de técnicas muito eficazes e pouco invasivas que permitem corrigir a compressão venosa e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. O problema não é tanto o tratamento, mas sim chegar ao diagnóstico antes que surjam sequelas”, declarou Gallo.

O especialista lembra ainda a importância de prevenir fatores de risco como a imobilização prolongada, especialmente em pessoas com histórico de trombose ou sintomas compatíveis com insuficiência venosa na perna esquerda. Da mesma forma, ele recomenda consultar um especialista vascular em caso de episódios repetidos de trombose na perna esquerda ou sintomas venosos persistentes sem causa aparente.

Por fim, ele destaca que a síndrome de May-Thurner representa um dos exemplos mais claros de como a medicina vascular atual pode alterar o curso de uma doença quando o diagnóstico é feito precocemente e é aplicado um tratamento personalizado e multidisciplinar.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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