MADRID 3 fev. (EUROPA PRESS) - O coordenador de Emergências Ginecológicas do HM Hospitales, Manuel Marcos, explicou que a obesidade é uma doença crônica que afeta vários órgãos e sistemas e pode acompanhar a mulher em todas as fases da sua vida.
“Não estamos falando apenas de peso, mas de saúde global”, destacou o especialista durante sua participação no seminário “Obesidade e Mulher: novas perspectivas”, organizado pelo HM Hospitales. O sobrepeso e a obesidade podem afetar de forma direta e progressiva a saúde da mulher ao longo de sua vida, desde a adolescência até a idade avançada. Esta condição está associada a um maior risco de desenvolver doenças metabólicas, ginecológicas, obstétricas e cardiovasculares, além de repercussões relevantes no bem-estar emocional. “A isso se soma, ainda, o fato de que socialmente a mulher sofre uma maior pressão estética, o que faz com que a obesidade também tenha um impacto maior na sua saúde emocional. Paradoxalmente, apesar disso, historicamente as mulheres têm sido subdiagnosticadas e, como consequência, subtratadas. Isso é algo que na Novo Nordisk queremos mudar”, apontou Paula Barriga, diretora geral da Novo Nordisk na Espanha. O impacto do excesso de peso varia de acordo com o momento biológico da mulher. Na infância e na adolescência, pode estar associado ao avanço da puberdade, alterações endócrino-metabólicas ou síndrome dos ovários policísticos. Na idade fértil, está relacionado com a infertilidade e com um maior risco de complicações obstétricas, como diabetes gestacional, pré-eclâmpsia, parto prematuro ou aumento de cesáreas. Durante a menopausa, além disso, pode intensificar a síndrome climatérica, aumentar a disfunção do assoalho pélvico, favorecer infecções urinárias e elevar a incidência de câncer de útero e mama. DETECÇÃO PRECOCE E ABORDAGEM INTEGRAL, CHAVES PARA MELHORAR A SAÚDE
Segundo os especialistas, em muitos casos, o ginecologista é o único especialista que a mulher consulta periodicamente, o que torna essa consulta um ponto estratégico para a prevenção. “Devemos estar conscientes da saúde integral da mulher e não nos esquivarmos diante de um problema tão relevante como a obesidade”, sublinhou Marcos.
A partir dessa perspectiva, os especialistas concordam que a abordagem deve ser multidisciplinar, integrando especialidades como Atenção Primária, medicina interna, endocrinologia, ginecologia, nutrição, preparação física e psicologia, a fim de oferecer um atendimento contínuo e adaptado a cada paciente. Além disso, foi enfatizada a necessidade de combater a desinformação existente e afastar-se de abordagens centradas exclusivamente na imagem corporal. As opções terapêuticas podem ser eficazes quando corretamente indicadas e supervisionadas, e podem ser complementadas com cirurgia bariátrica em determinados casos. No entanto, os especialistas lembraram que nenhuma abordagem terapêutica funciona a longo prazo sem mudanças no estilo de vida. O acompanhamento contínuo, tanto presencial como à distância, também favorece a adesão terapêutica. Da mesma forma, os especialistas sublinharam a importância da formação médica contínua para melhorar a deteção precoce, a abordagem clínica e o acompanhamento da obesidade nas mulheres ao longo de todas as fases da sua vida.
“A obesidade é uma doença crônica e recorrente que reduz a expectativa de vida. Ela precisa de apoio profissional, uma linguagem não estigmatizante e um tratamento contínuo para melhorar a qualidade de vida das mulheres”, conclui o coordenador de Emergências Ginecológicas do HM Hospitales.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático