Publicado 25/05/2026 08:28

Um em cada oito adolescentes usa cigarros eletrônicos na Espanha, segundo a semFYC

Imagem da apresentação da pesquisa.
SEMFYC

Especialistas alertam para o aumento do uso de cigarros eletrônicos entre os jovens

MADRID, 25 maio (EUROPA PRESS) -

A Sociedade Espanhola de Medicina Familiar e Comunitária (semFYC) alertou para o aumento do uso de cigarros eletrônicos entre os adolescentes na Espanha, onde 11,9% dos jovens entre 14 e 18 anos consomem cigarros eletrônicos, um número que considera muito superior à média global.

Segundo a semFYC, 13,2% dos jovens entre 14 e 18 anos fumam atualmente na Espanha, um grupo no qual 11,9% consomem cigarros eletrônicos, 3,8% cigarros convencionais e 1,9% narguilé.

Além disso, no grupo de 19 a 24 anos, a prevalência total do consumo chega a 24,8%, o que representa praticamente um em cada quatro jovens. Nessa faixa etária, destacam-se o consumo de tabaco para enrolar e de cigarros convencionais, ambos com 11,8%, bem como o de cigarros eletrônicos, com 7,4%.

É o que indicam os dados da pesquisa anual sobre tabagismo e consumo de novos produtos de nicotina, da qual participaram 9.375 pessoas entre 14 e 65 anos na Espanha, e que foi publicada nesta segunda-feira pela Sociedade Espanhola de Medicina Familiar e Comunitária (semFYC) no âmbito da Semana Sem Fumo.

"O mais alarmante é que a pesquisa confirma que o consumo duplo continua muito presente entre a população jovem, ou seja, o uso simultâneo de cigarros convencionais e dispositivos eletrônicos. Essa tendência reforça a preocupação de que os vaporizadores sejam uma porta de entrada para o vício em nicotina e não uma ferramenta para abandonar o tabaco”, destacou a coportavó da Semana Sem Fumo 2026, María Iglesias.

De acordo com a pesquisa, entre os adolescentes de 14 a 18 anos, 79,2% identificam os sabores atraentes como um elemento-chave que favorece o consumo, 64,5% mencionam a moda e 57,9% a pressão social.

O estudo também revela que 78% das pessoas consideram que os cigarros tradicionais são mais prejudiciais à saúde. Além disso, 84% dos participantes acreditam que os novos produtos de nicotina são consumidos porque existe a percepção de que são menos prejudiciais à saúde.

Da mesma forma, a semFYC insiste que os novos dispositivos de nicotina não são inofensivos e alerta para a crescente desensibilização em relação aos seus riscos à saúde e ao meio ambiente, especialmente entre crianças e adolescentes.

PROIBIÇÃO DE SABORES NOS NOVOS DISPOSITIVOS

Nesse sentido, a sociedade exige medidas “urgentes” e “concretas”, como a proibição de sabores nos novos dispositivos, a restrição da publicidade, o endurecimento das regras de venda a menores, campanhas específicas para pais e a regulamentação do design para evitar que pareçam produtos infantis.

“Os vaporizadores com sabores continuam disponíveis. O decreto real para proibir os sabores está parado nos trâmites europeus e não foi aprovado. Isso é inaceitável, não podemos permitir que a indústria atraia adolescentes”, destacou Iglesias.

Quanto à aprovação no Reino Unido de uma lei que proíbe a compra de tabaco por pessoas nascidas a partir de 2009, a semFYC se mostrou a favor de estudar e implementar medidas semelhantes na Espanha.

“As propostas do Reino Unido nos parecem uma medida corajosa e disruptiva que busca uma geração livre do fumo. Medidas desse tipo deveriam ser estudadas e, no mínimo, reforçar a proteção dos menores. Não precisam ser exatamente iguais, mas sim orientadas para a proteção da saúde pública”, afirmou José Manuel Iglesias, coportavo da Semana Sem Fumo 2026.

12% DA POPULAÇÃO ESPANHOLA FUMAR

Em termos globais, 54,6% dos participantes se declaram não fumantes, 33,5% ex-fumantes e 12% fumantes. Do total de fumantes, 7,8% consomem cigarros convencionais, 3,5% tabaco para enrolar, 1,5% cigarros eletrônicos e 0,6% dispositivos de tabaco aquecido.

Entre os fumantes, o cigarro convencional continua sendo a principal forma de consumo, com 65,4%, seguido pelo tabaco para enrolar, com 29,4%; o cigarro eletrônico, com 12,9%; e os dispositivos de tabaco aquecido, com 4,7%. Quanto ao sexo, 13,5% dos homens fumam, contra 11,4% das mulheres.

Embora a prevalência global do tabagismo permaneça abaixo dos registros históricos, a semFYC lembra que o tabaco continua sendo um dos principais problemas de saúde pública e uma das principais causas evitáveis de doença e morte prematura.

75,7% APOIAM A AMPLIAÇÃO DOS ESPAÇOS SEM FUMO

De acordo com a pesquisa, 75,7% dos participantes apoiam a ampliação dos espaços sem fumo; 72,1% consideram necessário intensificar as campanhas de prevenção, e 66,1% apoiam uma regulamentação mais rigorosa dos pontos de venda de cigarros eletrônicos.

Além disso, 67,5% apoiam a restrição do acesso a esses produtos por idade, e 60,4% consideram necessário regulamentar a publicidade nas redes sociais.

A pesquisa também confirma uma diferença clara entre fumantes e não fumantes no que diz respeito ao apoio às medidas de controle do tabagismo. Entre os não fumantes, o apoio à ampliação das áreas livres de fumo chega a 82,3%, enquanto entre os fumantes cai para 45%.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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