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MADRID 21 jul. (EUROPA PRESS) -
Cerca de 18% da população espanhola já procurou um médico por recomendação de um sistema de inteligência artificial (IA), enquanto uma porcentagem semelhante afirma ter decidido não ir ao médico por considerar suficientes as informações obtidas por meio dessas ferramentas, de acordo com um estudo promovido pela Cátedra CAMELIA USC-Plexus.
Além disso, os resultados da pesquisa, realizada com 4.700 pessoas, mostram que quase metade da população já consultou, em algum momento, um sistema de IA para esclarecer dúvidas relacionadas à sua saúde. Da mesma forma, há ampla aceitação das aplicações destinadas a apoiar tarefas técnicas ou administrativas, como o gerenciamento de consultas, a interpretação de exames diagnósticos ou a análise de imagens médicas.
Por outro lado, as maiores reservas surgem quando a IA intervém em decisões clínicas de maior importância. A aceitação não depende tanto do uso dessa tecnologia, mas sim do papel que ela desempenha no processo de atendimento e das garantias que acompanham sua utilização.
Essa cautela também se reflete na percepção dos possíveis riscos associados à IA. Especificamente, 64% dos entrevistados manifestam preocupação com a possibilidade de que seu uso possa levar a erros que um profissional de saúde não cometeria, e 62,3% consideram que existe o risco de que a assistência médica perca parte de seu componente humano.
Além disso, aproximadamente metade da população se mostra desconfortável com a ideia de que uma IA participe de decisões sobre sua saúde, embora uma proporção semelhante reconheça que essa tecnologia pode contribuir para melhorar a qualidade dos cuidados de saúde. Esses resultados mostram que a população não rejeita a IA, mas exige que sua incorporação ocorra com garantias, mantendo sempre a supervisão dos profissionais de saúde.
O CONTROLE HUMANO, CONDIÇÃO INDISPENSÁVEL
Um dos resultados mais destacados do estudo é o amplo consenso em torno da necessidade de manter sempre a supervisão profissional. A população considera imprescindível que o uso da IA seja transparente, que o paciente seja informado sobre sua utilização e, acima de tudo, que a decisão final continue cabendo ao profissional de saúde.
Assim, a aceitação da IA não aumenta quando ela é apresentada como mais precisa do que os médicos, mas sim quando se garante que ela atua sob a supervisão e o critério dos profissionais. As garantias geram mais confiança do que a promessa de um melhor desempenho tecnológico.
Nesse contexto, o modelo de atendimento preferido pela população é claramente um sistema misto, no qual os profissionais de saúde contam com o apoio da inteligência artificial. Essa opção é escolhida por 49,8% dos entrevistados, enquanto quatro em cada dez continuam preferindo um diagnóstico realizado exclusivamente por profissionais humanos.
TRANSPARÊNCIA E SUPERVISÃO: FATORES FUNDAMENTAIS PARA GERAR CONFIANÇA
As conclusões indicam que o principal desafio para promover a confiança social na inteligência artificial na área da saúde não reside apenas em melhorar sua capacidade técnica ou sua precisão, mas em garantir um uso transparente, compreensível e sempre supervisionado por profissionais de saúde.
Nesse sentido, 86,8% dos entrevistados consideram que devem ser informados caso a inteligência artificial seja utilizada durante seus cuidados de saúde, o que evidencia que a transparência constitui um requisito essencial para promover sua aceitação.
No entanto, os resultados também mostram uma percepção moderadamente positiva sobre sua implantação. Apesar das preocupações expressas, 59% da população confia que o sistema de saúde espanhol incorporará a IA de forma responsável e com as garantias necessárias, enquanto 54,9% consideram que essa tecnologia poderia contribuir para melhorar o acesso aos cuidados de saúde de pessoas que vivem em áreas rurais ou com dificuldades de locomoção.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático