BARCELONA, 12 ago. (EUROPA PRESS) -
Por ocasião da série de três eclipses que poderão ser observados da Espanha, começando pelo eclipse total deste dia 12 de agosto, o Instituto de Ciências Espaciais do CSIC promoveu o projeto Eclipse Inclusivo, que permitiu a criação de 120 dispositivos destinados a que pessoas com deficiência visual possam vivenciar o eclipse.
Esses dispositivos LightSound “possuem um sensor de luz que, graças a um microprocessador, transforma a luz em som; quando a luz do sol é intensa, os sons são mais agudos e, à medida que a luz diminui porque a Lua cobre o Sol, os sons vão ficando mais graves, até desaparecerem no momento do eclipse total”, explica o responsável pelo Escritório de Comunicação e Divulgação do Instituto de Ciências Espaciais e coordenador do projeto Eclipse Inclusivo, Jorge Rivero González.
O projeto tem como objetivo aproximar o eclipse de todas as pessoas. “Será algo que milhões de pessoas em todo o país estarão acompanhando; nesses minutos, todos estaremos olhando para o céu e nos maravilhando; por isso, é muito importante que as pessoas com deficiência visual também possam participar diretamente da experiência”, comenta Rivero. “Elas mesmas poderão ouvir, por meio desse dispositivo, o que está acontecendo, com essa recriação do som a partir da intensidade da luz recebida.”
AJUDA DE VOLUNTÁRIOS
O projeto se inspirou em outras experiências semelhantes em eclipses anteriores que ocorreram nos Estados Unidos da América, no Chile ou na Argentina. Segundo Rivero, o dispositivo Light Sound “foi desenvolvido pela Universidade de Harvard; por ser de código aberto, pudemos desenvolver os dispositivos e distribuí-los gratuitamente”.
O CSIC forneceu os materiais, e os funcionários, de forma voluntária, dedicaram algumas tardes à montagem dos dispositivos. “Aqui montamos cerca de 80; os outros 40 foram montados por voluntários em um espaço Maker em Barcelona”. Riveiro destaca a solidariedade dos voluntários.
Esses 120 dispositivos foram distribuídos gratuitamente por toda a Espanha a prefeituras e instituições; assim, elas puderam criar seus próprios espaços de sonorização e oferecer a experiência a essas pessoas com deficiência visual. “Dessa forma, elas poderão compartilhar isso com suas famílias e amigos”, destaca Riveiro.
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