Publicado 08/01/2026 11:04

Um dispositivo da UA permite recuperar disquetes clássicos da Amstrad, ZX Spectrum e Commodore com som real.

ALICANTE 8 jan. (EUROPA PRESS) -

O grupo de pesquisa Avanços na Educação Transcultural para uma Transformação Adaptativa (REACT) da Universidade de Alicante (UA) desenvolveu um dispositivo inovador de armazenamento externo que permite que microcomputadores clássicos, como Amstrad CPC, ZX Spectrum ou Commodore, voltem a funcionar com a mesma fidelidade que suas unidades de disquete originais, incluindo o som característico do cabeçote de leitura.

O novo sistema adapta-se fisicamente a disquetes de 3 polegadas (3''), 3,5 polegadas (3,5'') e 5,25 polegadas (5,25''), bem como a cartões SD e memórias USB, sem necessidade de modificar o computador original nem reprogramar o seu firmware. A invenção é protegida por patente e surge como resposta à crescente dificuldade em encontrar drives de disquete funcionais e às limitações dos emuladores atuais, de acordo com a instituição acadêmica.

A equipe de pesquisa, liderada pela professora Teresa Pozo-Rico, explica que o dispositivo “reproduz fielmente os sinais elétricos e o comportamento de uma unidade de disquete original, permitindo executar software antigo exatamente como há décadas”. Ao contrário de outros sistemas disponíveis no mercado, acrescenta o grupo REACT, “a solução mantém a compatibilidade física exata com os diferentes formatos de disquete e recupera a experiência auditiva original, um elemento-chave para a autenticidade histórica e a acessibilidade”.

A tecnologia integra um emulador de disquete controlado por um microcontrolador, um ecrã LCD, botões e um codificador rotativo que facilitam a navegação pelos arquivos. Além disso, incorpora um alto-falante que reproduz em tempo real o som da cabeça de leitura e um LED indicador do estado operacional. Tudo isso está alojado em uma caixa impressa em 3D que se encaixa perfeitamente no espaço da unidade de disquete original do computador. Segundo explica Teresa Pozo-Rico, “o dispositivo permite reutilizar equipamentos históricos sem alterá-los, o que é fundamental em contextos educacionais, museográficos e de conservação digital, onde preservar a integridade do hardware é uma prioridade”. Além disso, eles destacam que “a interface foi projetada para ser simples e acessível, facilitando seu uso também para pessoas com deficiência visual”. Além disso, eles apontam que os testes de laboratório e de campo confirmaram a compatibilidade do protótipo com os principais modelos de microcomputadores clássicos, bem como a estabilidade do sistema após inúmeros ciclos de leitura e gravação. O nível de maturidade tecnológica situa-se entre TRL 6 e 7, o que o torna uma solução próxima de sua exploração comercial. SETORES Esta tecnologia é voltada para setores como educação, museus e exposições, pesquisa e conservação digital, indústria de retrocomputação, desenvolvimento de conteúdos educacionais e soluções de acessibilidade digital.

O Escritório de Transferência de Resultados de Pesquisa (OTRI) da Universidade de Alicante lançou uma oferta tecnológica para encontrar empresas interessadas em adquirir uma licença da patente para sua exploração comercial. As vias de colaboração incluem a fabricação e comercialização do dispositivo, o desenvolvimento de projetos conjuntos em ambientes educacionais ou museológicos e a adaptação do sistema a novos modelos de microcomputadores clássicos.

Além disso, a Universidade de Alicante oferece assessoria técnica e científica por parte da equipe de pesquisa, com a possibilidade de personalizar a solução para diferentes contextos de uso e necessidades do mercado.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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