Publicado 12/09/2025 14:06

Um dermatologista diz que a dermatite atópica afeta o estado emocional dos pacientes: "Isso vai além do físico".

Archivo - Arquivo - Mulher com dermatite.
ANTONIOGUILLEM - Arquivo

MADRID 12 set. (EUROPA PRESS) -

O diretor do Instituto de Dermatologia Integral, Miguel Sánchez, assegurou que a dermatite atópica é uma patologia inflamatória crônica que causa surtos de coceira intensa, vermelhidão, ressecamento e descamação, mas cujo impacto "vai além do físico", afetando significativamente a qualidade de vida das pessoas que sofrem com ela.

"A coceira constante, os distúrbios do sono, a presença de lesões visíveis no rosto ou nas mãos e a necessidade de cuidados contínuos fazem com que a vida diária, as relações sociais e, em muitos casos, o estado emocional dos pacientes sejam limitados", explicou Sánchez Viera.

A Associação Nacional de Eczema e a Associação de Pessoas Afetadas pela Dermatite Atópica concordam que essa doença gera consequências que muitas vezes passam despercebidas: cansaço, redução do desempenho escolar ou no trabalho, constrangimento em relação à aparência da pele e um risco maior de desenvolver ansiedade e depressão.

"Muitos pacientes se sentem incompreendidos porque, do lado de fora, as pessoas tendem a pensar que se trata apenas de um problema de pele seca. No entanto, é uma condição crônica que pode afetar a maneira como a pessoa dorme, se socializa ou trabalha", acrescenta Sánchez.

Na Espanha, a dermatite atópica afeta aproximadamente 20% das crianças e entre 1 e 3% dos adultos, números que dobraram na última década. Embora na grande maioria dos casos os sintomas desapareçam com a idade, em outros eles persistem até a idade adulta, com um impacto prolongado na qualidade de vida.

TRATAMENTO E AUTOCUIDADO: CHAVES PARA MELHORAR A QUALIDADE DE VIDA

Embora não exista uma cura definitiva, o especialista garante que hoje os pacientes contam com tratamentos eficazes que permitem controlar os surtos e reduzir o impacto na vida cotidiana. Desde o uso constante de cremes hidratantes e emolientes até terapias farmacológicas mais avançadas, como medicamentos biológicos, a abordagem deve ser sempre individualizada.

"O objetivo do tratamento não é apenas controlar os sintomas, mas também restaurar a qualidade de vida do paciente, evitando que a doença afete seu descanso, suas relações pessoais ou seu bem-estar psicológico", enfatiza Sánchez.

Para melhorar a qualidade de vida dos pacientes com dermatite atópica, o dermatologista ressalta que é essencial manter a pele hidratada diariamente com produtos específicos, controlar o estresse - um dos principais desencadeadores de surtos - e escolher sempre roupas de algodão ou linho, evitando lã e tecidos sintéticos que irritam a pele. Também é uma boa ideia garantir um ambiente úmido, usando umidificadores e evitando mudanças bruscas de temperatura.

Finalmente, quando surgirem surtos, o melhor a fazer é consultar um dermatologista em vez de recorrer apenas a remédios caseiros, pois o diagnóstico e o tratamento adequados ajudarão a controlar melhor a doença e a reduzir seu impacto na vida diária. Além do controle dos surtos, o acompanhamento regular do dermatologista é importante, pois muitas vezes ajuda o paciente a aderir ao tratamento e às rotinas saudáveis que permitem a prevenção.

Apesar de sua alta prevalência, a dermatite atópica continua sendo uma doença pouco conhecida e, em muitos casos, subdiagnosticada. "É essencial que a sociedade e o ambiente dos pacientes entendam que a dermatite atópica é uma doença crônica com repercussões físicas e emocionais. A conscientização e o diagnóstico precoce são fundamentais para que os pacientes possam ter acesso a tratamentos adequados e viver com melhor qualidade de vida", conclui Sánchez.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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