ISTOCK/ NICOLAE MALANCEA - Arquivo
MADRID 9 jun. (EUROPA PRESS) -
Uma equipe da área de Doenças Infecciosas do Centro de Pesquisa Biomédica em Rede (CIBERINFEC), do Hospital Universitário Son Espases de Palma de Maiorca e do Instituto de Pesquisa Sanitária das Ilhas Baleares (IdISBa) participou da elaboração de um documento de consenso internacional que analisa os avanços e os desafios para a aplicação da sequenciamento genômico na escolha de antibióticos.
Conforme explicou o CIBER, a sequenciamento genômico permite analisar o DNA das bactérias para identificar os genes e mecanismos associados à resistência aos antibióticos. Durante a última década, o conhecimento sobre essas bases genéticas avançou, impulsionando o desenvolvimento de ferramentas capazes de prever, a partir do genoma bacteriano, se um microrganismo será sensível ou resistente a determinados tratamentos.
O artigo, publicado na revista “Clinical Microbiology and Infection”, analisa os avanços alcançados neste campo e destaca o potencial dessas tecnologias para complementar os métodos microbiológicos convencionais. Além do avanço no conhecimento científico, a equipe destaca a contribuição das ferramentas bioinformáticas, das bases de dados especializadas e, mais recentemente, da inteligência artificial, que está facilitando a interpretação de grandes volumes de informação genômica e melhorando a capacidade preditiva desses sistemas.
Mesmo assim, o consenso identifica vários desafios que deverão ser abordados antes que o sequenciamento genômico possa ser incorporado de forma generalizada à prática clínica. Entre eles, destacam-se a necessidade de harmonizar metodologias e padrões de qualidade, desenvolver bancos de dados globais interoperáveis, reduzir custos e otimizar os tempos de resposta para que as informações genômicas possam ser integradas de forma eficaz na tomada de decisões terapêuticas.
Os autores do consenso afirmaram que a sequenciamento genômico representa uma das ferramentas com maior potencial para avançar em direção à medicina de precisão no âmbito das doenças infecciosas.
“Em um contexto marcado pelo aumento da resistência aos antibióticos, sua aplicação poderia contribuir para melhorar a seleção de tratamentos e reforçar a resposta diante de um dos principais desafios para a saúde pública mundial”, concluiu a equipe de pesquisa.
O presidente do subcomitê sobre previsão da sensibilidade aos antibióticos a partir da sequenciamento genômico do Comitê Europeu de Testes de Sensibilidade Antimicrobiana (EUCAST), Antonio Oliver, e a secretária científica do mesmo órgão, Carla López, que também são pesquisadores do Serviço de Microbiologia de Son Espases, do IdISBa e do CIBERINFEC, coordenaram a elaboração deste documento.
O consenso é resultado de vários anos de trabalho e da colaboração de 27 especialistas de diferentes países. Entre os autores está também Rafael Cantón, pesquisador do Hospital Universitário Ramón y Cajal e do CIBERINFEC.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático