RASI BHADRAMANI/ ISTOCK - Arquivo
MADRID 2 fev. (EUROPA PRESS) -
Uma equipe de pesquisadores, com a participação do Instituto de Pesquisa Sanitária Biogipuzkoa e da área de doenças hepáticas e digestivas do Centro de Pesquisa Biomédica em Rede (CIBEREHD), pediu que se intensifique a busca por métodos de detecção precoce e biomarcadores de resposta à terapia para o câncer das vias biliares, entre outras prioridades incluídas no terceiro Consenso Internacional sobre a doença.
Trata-se do segundo câncer primário de fígado mais prevalente a nível mundial. Embora ainda seja considerado um câncer pouco frequente, os casos estão aumentando, em parte devido ao aumento dos fatores de risco e ao seu melhor diagnóstico. Nos últimos anos, houve avanços no conhecimento sobre a doença e foram aprovados novos tratamentos, mas continua sendo um câncer altamente agressivo, com sobrevida limitada após o diagnóstico.
O consenso, publicado na revista Nature Reviews Gastroenterology & Hepatology, oferece uma avaliação exaustiva e crítica do conhecimento atual sobre a doença e integra os últimos avanços a esse respeito, detalha aspectos básicos, translacionais e clínicos e define linhas futuras de investigação.
Entre outros aspectos, inclui uma recomendação expressa para a classificação anatômica, histológica e molecular dos tumores, o que pode ter um impacto relevante tanto nos tratamentos atuais quanto nos futuros, bem como na avaliação dessa doença em comitês multidisciplinares.
Em relação às prioridades de pesquisa, destaca-se a necessidade de melhorar o conhecimento sobre a modulação do microambiente tumoral e compreender melhor o papel das terapias locais e em combinação com as sistêmicas.
As recomendações dos especialistas foram elaboradas com a participação de 147 líderes de opinião internacionais provenientes de 35 países da Europa, América do Norte, América Latina, Ásia, África e Oceania, o que sublinha a relevância global e o amplo consenso científico alcançado.
Os doutores Jesús Bañales e Pedro Rodrigues, responsáveis pelo estudo, comentaram o “importante desafio em termos de desenvolvimento e coordenação” que sua elaboração representou, devido tanto ao elevado número de especialistas internacionais e associações de pacientes envolvidos quanto à ampla variedade de aspectos científicos e clínicos avaliados.
No entanto, eles destacaram que se trata de um claro exemplo de colaboração internacional voltada para esclarecer os aspectos-chave da doença e definir as prioridades futuras em treinamento, pesquisa e tratamento.
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