MADRID 10 set. (EUROPA PRESS) -
A carne mal cozida tem seus defensores, mas o que muitos não sabem é que ela pode envolver riscos à saúde, dependendo do tipo de corte. Nem todas as preparações se comportam da mesma maneira em termos de segurança alimentar: um bife e um hambúrguer podem ter a mesma origem, mas a maneira como são cozidos faz a diferença.
Em cortes inteiros, como bifes ou costeletas, se bactérias como E. coli ou Salmonella estiverem presentes, elas geralmente permanecem na superfície e desaparecem quando a parte externa é cozida em temperaturas muito altas. Por outro lado, quando a carne é moída e transformada em carne moída, esses microrganismos também são distribuídos na parte interna. Isso significa que somente com o cozimento uniforme do hambúrguer - e não apenas na parte externa - é possível reduzir o risco de intoxicação alimentar.
O criador de alimentos Carlos Gómez, conhecido nas mídias sociais como Charlito Cooks, explica isso de uma forma muito visual: ele usa grãos de sal para representar as bactérias e mostra como, quando a carne passa pela picadora, o que estava na superfície acaba se espalhando por todo o interior. Sua conclusão é clara: embora um bife mal passado possa ser relativamente seguro, um hambúrguer mal passado não é.
E QUANTO AOS BIFES MAL PASSADOS?
Isso significa que um bife com sangue é totalmente seguro? Também não. Gómez adverte que o risco é menor, mas nunca desaparece completamente. Se o corte tiver uma incisão ou perfuração, as bactérias podem penetrar no interior e sobreviver ao cozimento. Daí sua recomendação: "Nunca se arrisque com crianças.
As autoridades de segurança alimentar concordam. Tanto os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA quanto a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) destacam que a carne moída é uma das principais vias de transmissão da E. coli produtora da toxina Shiga, especialmente perigosa em crianças, que podem desenvolver complicações graves.
QUAL É A TEMPERATURA CORRETA PARA O COZIMENTO DA CARNE MOÍDA?
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) tem uma recomendação clara: a carne moída deve atingir uma temperatura interna mínima de 71°C. Essa é a única maneira de garantir que as bactérias não sejam mortas. Essa é a única maneira de garantir que as bactérias também sejam mortas por dentro. Esse detalhe é o que faz a diferença para os bifes, que podem ser servidos mal passados com um risco muito menor porque estão bem selados por fora.
A maneira mais confiável de verificar se essa temperatura foi atingida é usar um termômetro de cozinha, inserindo-o no meio do hambúrguer. Não basta observar a cor da carne, pois às vezes ela ainda pode estar rosada por dentro, mesmo que tenha atingido a temperatura certa, ou, ao contrário, pode parecer pronta sem que o interior esteja quente o suficiente.
DICAS PRÁTICAS PARA REDUZIR OS RISCOS
Gómez sugere três opções simples: peça hambúrgueres totalmente cozidos, opte por hambúrgueres empanados, que são mais finos e mais fáceis de preparar uniformemente, ou esteja ciente do risco se escolher mal cozido, mas nunca no caso de crianças.
A higiene na cozinha também é essencial. Evitar a contaminação cruzada usando utensílios separados para carne crua e cozida, limpar bem as superfícies de trabalho e lavar as mãos com frequência são medidas básicas para reduzir os riscos.
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