MADRID 25 out. (EUROPA PRESS) -
A União Geral dos Trabalhadores de Madri (UGT) pediu "mais exames e menos espera" para o exame de câncer de mama nos hospitais da região e que os dados do programa sejam tornados públicos.
"Quando o Ministério da Saúde anuncia que o Programa de Detecção Precoce do Câncer de Mama está sendo ampliado para abranger mulheres com idade entre 45 e 74 anos - em vez dos 50 a 69 anos anteriores - essa é uma melhoria que exige corresponsabilidade para que chegue a todos", disse o sindicato em um comunicado.
De acordo com seus números, mais de 450.000 mamografias foram realizadas, o que representa um aumento de 4% em relação ao ano anterior. Entretanto, alguns hospitais públicos "registram atrasos de mais de cinco meses", enquanto os centros privados ou subsidiados "reduzem essa espera para apenas algumas semanas".
"A ampliação da faixa etária é bem-vinda. Mas a detecção precoce só é eficaz se for acompanhada dos meios necessários. Não basta convidar mais mulheres: devemos ser capazes de atendê-las rapidamente e com qualidade. As trabalhadoras, as usuárias e suas famílias merecem que a saúde pública publique os dados reais, centro por centro, e que os prazos para a mamografia, a comunicação do resultado e o encaminhamento hospitalar sejam homogêneos", disse.
Nesse sentido, a UGT exigiu que o câncer de mama seja reconhecido como uma doença ocupacional quando a exposição no local de trabalho assim o justificar e que sejam incorporados protocolos adaptados para o retorno ao trabalho após a doença.
"Também estamos falando de investimento em equipamentos de diagnóstico, em treinamento de pessoal, em laboratórios, em unidades dedicadas ao câncer de mama metastático, uma realidade que muitas vezes é invisibilizada, e em alocações orçamentárias que garantam um sistema de saúde pública com os padrões que a vida exige", argumentou.
Da mesma forma, o sindicato exigiu que as chamadas sejam "efetivas e equitativas" e que a mulher que vive em um município periférico, em um bairro humilde ou em um emprego precário "tenha acesso ao mesmo nível de triagem que outra em uma área bem conectada ou com recursos econômicos para optar por cuidados de saúde privados".
DADOS PÚBLICOS
Por outro lado, a UGT censurou a Comunidade de Madri por não enviar ao Ministério da Saúde os dados do programa de triagem, já que "a falta de transparência gera desconfiança". A UGT exigiu que esses dados sejam "públicos, atualizados, desagregados por hospital e faixa etária" e que seja informada a porcentagem "real" de mulheres que foram convidadas, compareceram, esperaram mais do que o recomendado e foram encaminhadas ao hospital após uma anomalia.
O sindicato exigiu que os protocolos de saúde integrem permanentemente a psico-oncologia, os cuidados paliativos, o controle da dor, a fisioterapia e o acompanhamento social. Também exige um "retorno progressivo, flexível e adaptado ao trabalho, sem que a licença médica ou o desemprego se tornem uma segunda sentença para aqueles que já sofreram o suficiente".
"A extensão do programa de triagem em Madri é um passo positivo, mas sem o fortalecimento da saúde pública, sem equidade territorial, sem transparência de dados e sem atenção global àqueles que sofrem ou sofreram com a doença, corre-se o risco de continuar sendo um anúncio sem impacto real", disse ele.
Nesse sentido, ela defendeu o fato de que a detecção precoce "salva vidas, a equidade melhora a sociedade e o atendimento adequado dignifica aqueles que lutam contra essa doença". "Nenhuma mulher deveria ter que esperar meses por um teste ou se sentir discriminada por causa de seu código postal ou de seu trabalho", concluiu.
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