Publicado 12/05/2026 07:56

A UE decide reforçar a produção de medicamentos essenciais para acabar com a dependência da China e da Índia

Archivo - Arquivo - Uma cientista coloca um líquido em um tubo de ensaio, no laboratório do Parque Tecnológico de Zamudio, em Bilbau, em 23 de maio de 2022, em Zamudio, Vizcaya, País Basco (Espanha). A empresa biofarmacêutica basca Oncomatryx obteve a aut
H.Bilbao - Europa Press - Arquivo

BRUXELAS 12 maio (EUROPA PRESS) -

A União Europeia chegou a um acordo político nesta madrugada sobre a nova Lei de Medicamentos Críticos, com a qual o bloco busca reforçar a produção de medicamentos essenciais, como antibióticos, insulina ou analgésicos, e assim romper com a vulnerabilidade que representa a dependência de grandes laboratórios asiáticos — principalmente na China e na Índia — em caso de crises sanitárias.

A reforma acordada pelos negociadores do Conselho (governos) e do Parlamento Europeu — que ainda precisará da aprovação formal das duas instituições para se tornar lei — visa melhorar a capacidade de produção europeia, a diversificação das cadeias de abastecimento e a compra conjunta de medicamentos entre vários Estados-Membros, com vista a uma melhor resposta a crises potenciais, como a vivida durante a pandemia de coronavírus ou a escassez recorrente de determinados medicamentos nos últimos anos.

“Os pacientes não deveriam ter que se preocupar se medicamentos essenciais, como os antibióticos, estarão disponíveis em sua farmácia ou hospital”, afirmou o ministro da Saúde de Chipre, Neophytos Charalambides, cujo país detém a presidência rotativa do Conselho da UE neste semestre.

Nesse sentido, o acordo introduz novas obrigações para que as administrações públicas levem em consideração critérios de segurança de abastecimento e resiliência nos concursos para medicamentos essenciais, além do preço do medicamento, com o objetivo de incentivar a fabricação dentro da UE.

De fato, em caso de grande dependência de um único país ou de um número limitado de países terceiros, a nova lei prevê a obrigação de que as entidades adjudicantes favoreçam os produtos “made in Europe” (produzidos na União).

As novas normas prevêem, além disso, maior flexibilidade para favorecer a produção europeia de medicamentos essenciais e de seus princípios ativos, em consonância com a estratégia comunitária para reduzir vulnerabilidades estratégicas em setores considerados sensíveis.

Outro ponto-chave da norma é a aposta no mecanismo de compras conjuntas coordenadas pela Comissão Europeia, de modo que o número mínimo de Estados-Membros que devem apresentar um pedido a Bruxelas para dar início a essas compras é reduzido de nove para cinco no caso de medicamentos críticos e de medicamentos “de interesse comum”, ou seja, aqueles cujo fornecimento não é suficiente para cobrir a demanda em vários países.

RESERVA DE CONTINGÊNCIA

A proposta inicial da Comissão previa também salvaguardar o abastecimento, garantindo que nenhum requisito de reservas de contingência aplicado num Estado-Membro pudesse afetar negativamente outros Estados-Membros, nem o Mercado Interno. Esta condição mantém-se no acordo, mas com o esclarecimento de que os requisitos em questão devem ser transparentes e respeitar os princípios da solidariedade e da proporcionalidade.

Os co-legisladores também introduziram novas medidas para que as autoridades nacionais possam compartilhar informações relevantes sobre as necessidades de estoques de contingência e esclarecimentos sobre o uso do mecanismo de solidariedade voluntária já existente, a fim de facilitar o intercâmbio de informações e garantir aos países os meios necessários para reatribuir voluntariamente medicamentos essenciais em caso de necessidade.

Estabelece também as bases para a implementação de “projetos estratégicos” destinados a impulsionar, aumentar ou modernizar a capacidade de fabricação da UE de medicamentos essenciais ou de seus princípios ativos, por meio de um acesso mais fácil ao financiamento (dos Estados-Membros e da União), bem como de um apoio administrativo acelerado.

Além disso, o âmbito da nova lei foi ampliado para incluir os “medicamentos órfãos” — que tratam doenças raras graves — em determinadas áreas-chave, como os projetos estratégicos e a contratação pública coordenada.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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