Publicado 21/07/2026 11:02

A UE cancela um auxílio de dois milhões à Bienal de Veneza por não ter vetado a participação da Rússia

Archivo - Arquivo - Veneza, Itália: A 61ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza — “In Minor Keys”, de Koyo Kouoh — acontecerá de sábado, 9 de maio, a domingo, 22 de novembro de 2026 (pré-inauguração nos dias 6, 7 e 8 de maio) nos espaços ins
Matteo Chinellato / Zuma Press / Europa Press / Co

MADRID 21 jul. (EUROPA PRESS) -

A Agência Executiva Europeia para a Educação e a Cultura (AEEEC) cancelou nesta terça-feira um subsídio de dois milhões destinado à Bienal de Veneza, atendendo a um pedido da Comissão Europeia, após a polêmica gerada pela participação da Rússia e a recusa da organização em excluir esse país do evento.

“Na sequência do parecer jurídico e da recomendação da Comissão, a AEEEC tomou a decisão de encerrar a subvenção de dois milhões de euros que estava sendo concedida à Fundação da Bienal de Veneza”, afirmou um porta-voz da Comissão Europeia a respeito da polêmica, após Bruxelas ter solicitado que o assunto fosse analisado

Nesse sentido, o Executivo comunitário ressalta que os eventos culturais financiados com o dinheiro dos contribuintes europeus “devem salvaguardar os valores democráticos, promover o diálogo aberto, a diversidade e a liberdade de expressão, valores que não são respeitados na Rússia atual”.

A vice-presidente executiva da Comissão Europeia para Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia, Henna Virkkunen, havia instado a AEEEC a cancelar a subvenção após a organização se recusar a excluir a Rússia do evento de arte e arquitetura mais prestigiado do mundo.

Bruxelas havia ameaçado, há semanas, retirar esse apoio caso a organização permitisse a participação da Rússia. Em um comunicado, a Bienal de Veneza defendeu que se trata de “uma instituição aberta”, na qual qualquer país reconhecido pela República Italiana pode participar, e ressaltou que “rejeita qualquer forma de exclusão ou censura da cultura e da arte”.

A polêmica em torno da participação de Moscou também influenciou o júri da Bienal, que renunciou em bloco na semana passada após se recusar a incluir a Rússia e Israel nos prêmios da exposição, argumentando que ambos os países têm líderes “acusados de crimes contra a humanidade”.

Como consequência dessa mudança organizacional, o anúncio dos vencedores, inicialmente previsto para 9 de maio, foi adiado para 22 de novembro. Essa medida de adiar a divulgação dos vencedores só tem como precedente a edição de 2021, marcada na época pelas restrições da pandemia do coronavírus.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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