Publicado 07/08/2026 03:02

A UE afirma que a Rússia recrutou “mais de 28.000 estrangeiros de 135 países” para lutar na Ucrânia

É confirmado que “mais de 3.500 estrangeiros morreram lutando pela Rússia contra a Ucrânia”

Archivo - Arquivo - RÚSSIA, REGIÃO DE NOVOSIBIRSK - 26 DE JUNHO DE 2026: Militares da Guarda Nacional Russa realizam testes de qualificação para conquistar a boina marrom no centro de treinamento do Instituto Militar de Novosibirsk das Tropas da Guarda Na
Europa Press/Contacto/Kirill Kukhmar - Arquivo

MADRID, 7 ago. (EUROPA PRESS) -

A União Europeia (UE) afirmou nesta quinta-feira que a Rússia recrutou “mais de 28.000 cidadãos estrangeiros provenientes de 135 países” para combater na guerra na Ucrânia “como tropas de assalto”, muitos deles “coagidos ou enganados”, no contexto das informações divulgadas em vários países sobre o recrutamento de combatentes, às vezes sob falsas promessas.

“A Rússia sofreu mais de 1,4 milhão de baixas desde o início da invasão em grande escala da Ucrânia. Para compensar essas perdas, a Rússia recrutou mais de 28.000 cidadãos estrangeiros provenientes de 135 países”, afirmou o Serviço Europeu de Ação Externa nas redes sociais.

O serviço, liderado pela Alta Representante da União Europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, denunciou ainda que “muitos” desses recrutas estrangeiros “foram coagidos ou enganados para servir como tropas de assalto” nas Forças Armadas da Federação Russa.

“Os recrutas estrangeiros podem ganhar tempo, mas não a vitória”, acrescentou a diplomacia comunitária em uma publicação que cita outra sobre o mesmo tema divulgada na véspera pela Delegação da UE na África do Sul.

Nessa publicação, a Embaixada em Pretória divulga uma notícia do jornal sul-africano ‘Daily Maverick’ sobre o recrutamento de africanos para a frente de batalha russa na Ucrânia e denuncia que “foi confirmado que mais de 3.500 estrangeiros morreram lutando pela Rússia contra a Ucrânia”.

“Muitos deles eram jovens africanos arrastados para o campo de batalha”, alega a publicação citada, na qual a Delegação exige que “a Rússia ponha fim à sua guerra de agressão”.

Ao longo do último ano, vieram à tona vários casos de recrutamento de estrangeiros para lutar na guerra da Ucrânia a favor da Rússia — incluindo casos de coação, engano e fraude —, tanto de cidadãos de países africanos como Quênia, Uganda ou Zimbábue, quanto, do outro lado do Oceano Atlântico, de cidadãos da Colômbia ou, mais recentemente, da Bolívia.

No entanto, também houve casos de recrutamento, por vezes enganoso, para as forças ucranianas: a filha do ex-presidente sul-africano Jacob Zuma, Duduzile Zuma-Sambudla, chegou a renunciar ao cargo de deputada em novembro de 2025 após ser acusada de recrutar e traficar 17 homens sul-africanos para que lutassem em grupos mercenários na guerra da Ucrânia.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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