MADRI 24 nov. (Portaltic/EP) -
O trabalho da Ubisoft para expandir as capacidades de personagens não jogáveis (NPCs) com inteligência artificial (IA) generativa está se materializando em uma nova iniciativa conhecida como 'Teammates', que transforma personagens do jogo em companheiros que respondem a comandos de voz durante o jogo.
Teammates' é um protótipo jogável de um jogo de tiro em primeira pessoa que transforma NPCs em companheiros com a capacidade de adaptar seu comportamento a cada situação e exibir personalidades distintas ao fazer isso.
Os NPCs do Teammates' reagem naturalmente aos comandos de voz dos jogadores, para jogar ao lado deles. A IA avançada permite que eles interpretem a intenção e o tom do comando e o espaço em que estão, com o objetivo de aprofundar a imersão e a agência do jogador, conforme explica a empresa em um comunicado à imprensa.
Um exemplo dessa interação com o NPC seria: "Continue passando pela porta. Agora vá para trás daquela caixa. Dê uma olhada na porta, está vendo uma maneira de fechá-la? OK, feche a porta agora. Está vendo aquele barril na minha frente? Vá para trás dele".
Por trás de 'Teammates' está a equipe por trás do Neo PC, o projeto revelado no ano passado, desenvolvido entre a Ubisoft, a Nvidia e a Inworld para tornar a interação dos NPCs com os jogadores mais autêntica e não apenas uma sucessão de frases pré-programadas.
A Ubisoft pretende criar videogames com mundos que sejam muito mais pessoais, interativos e vivos. O Neo PC faz parte da fase 1 dessa área de trabalho, com foco na inteligência de conversação. Mas, para moldar os jogos do futuro, a fase 2 dá um passo adiante com a jogabilidade geradora orientada por IA.
O protótipo do jogo de tiro só poderá ser jogado por um número limitado de participantes em uma versão beta fechada, para que eles possam compartilhar com a empresa suas experiências e impressões sobre como esses sistemas operam em cenários de jogos reais.
Além disso, a Ubisoft apresentou Jaspar, um assistente de IA e guia com o qual o jogador pode conversar a qualquer momento, para ajudá-lo durante o jogo e apoiá-lo em missões, destacar ameaças ou pontos-chave, ou até mesmo lembrá-lo dos objetivos e das próximas etapas.
Japar, que está localizado no canto superior direito da tela, pode gerenciar a interface do usuário e, assim, abrir menus e configurações de controle para fazer modificações em tempo real, por exemplo, alterar alguns elementos visuais ou adaptar a interface para pessoas daltônicas.
"Os jogos de amanhã ouvirão, entenderão e reagirão aos jogadores muito mais do que hoje, e nossa pesquisa oferece um vislumbre de como a jogabilidade generativa e adaptativa poderia acrescentar aos sistemas de jogos estabelecidos", disse o diretor de Gameplay GenAI da Ubisoft, Xavier Manzanares.
A base desses dois desenvolvimentos e do futuro dos jogos é o middleware, que fornece uma camada de controle para garantir que as experiências geradoras orientadas por IA (de modelos locais ou em nuvem) sejam seguras.
Ele integra as proteções necessárias (incluindo aquelas relacionadas a alucinações, discriminação e toxicidade) e pode interagir com os mecanismos de jogos da Ubisoft, Anvil e Snowdrop.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático