MADRID 25 maio (Portaltic/EP) -
A Trump Mobile admitiu que os dados pessoais de seus clientes, como e-mails e identificadores de transações, ficaram expostos na internet devido a uma falha em um provedor terceirizado.
Alguns clientes da Trump Mobile alertaram na semana passada sobre uma exposição de dados, que incluía desde números de celular e endereços residenciais até e-mails e até mesmo identificadores de transações.
A empresa reconheceu o ocorrido, conforme informado pelo porta-voz da fabricante de telefones Trump Mobile, Chris Walker, ao TechCrunch, que negou que a origem fosse a rede, os sistemas ou a infraestrutura do dispositivo.
Por outro lado, Walker atribuiu a falha a um fornecedor terceirizado da plataforma responsável por dar suporte a certas operações da Trump Mobile, embora tenha mantido seu nome em sigilo.
Além disso, Walker confirmou ao veículo de mídia citado que a empresa está, neste momento, investigando a exposição dos dados e que não encontrou evidências de que conteúdo ou informações financeiras de seus clientes tenham sido vazadas online.
A confirmação da Trump Mobile não foi fortuita e surge após vários relatos e a declaração de dois “youtubers”, Coffeezilla e penguinz0, que, em seus canais, admitiram que sua tentativa de alertar a Trump Mobile sobre a exposição pública de dados foi em vão, uma vez que não receberam resposta da empresa responsável pelo lançamento do celular de Donald Trump.
O lançamento do Trump Mobile tem estado envolto em polêmica desde sua fabricação, já que foi promovido como um dispositivo “Made in the USA” (Fabricado nos Estados Unidos) quando, na verdade, foi fabricado no exterior pela marca taiwanesa HTC (como uma versão do HTC U224 PrO), segundo o Hardware Zone. Também foi criticado o fato de que o desenho da bandeira dos EUA gravado no aparelho tem apenas onze listras, em vez das 13 oficiais, conforme confirma o Mashable em seu “unboxing”.
Inicialmente, o lançamento estava previsto para agosto de 2025, embora tenha sido adiado para outubro, para depois ter sua data de entrega alterada novamente. Esta semana seria a escolhida para a distribuição aos clientes, conforme confirma o site CNET.
Walker afirma que, atualmente, estão deliberando se precisam notificar os clientes sobre a exposição de seus dados pessoais. Um celular do qual, das 600.000 pré-reservas iniciais que se rumora, descobriu-se que apenas 30.000 pessoas realmente as fizeram, conforme publicado pelo meio de comunicação PC Mag.
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