Publicado 08/07/2026 07:39

Trump lembra que os nazistas invadiram a Dinamarca “em um dia” e diz que foi uma “bobagem” devolver a Groenlândia

7 de julho de 2026, Ancara, Turquia: O presidente dos EUA, Donald Trump, é recebido pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan (à esquerda), ao chegar para a cúpula da OTAN em Ancara, na Turquia, na terça-feira, 7 de julho de 2026.
Europa Press/Contacto/Depo Photos

ANCARA 8 jul. (do correspondente especial da EUROPA PRESS, Iván Zambrano) -

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lembrou à primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, que os nazistas invadiram seu país “em um dia” e que Washington assumiu então o controle da Groenlândia para protegê-la, para depois “estupidamente” devolvê-la à Dinamarca.

Em uma coletiva de imprensa durante o segundo dia da cúpula da OTAN, realizada na capital da Turquia, Ancara, o presidente norte-americano insistiu em sua pretensão sobre a ilha do Ártico, respondendo às críticas da primeira-ministra dinamarquesa, que horas antes havia alertado que “a Groenlândia não está à venda”.

“Quando a Dinamarca foi invadida pelos nazistas, em menos de um dia — Hitler os derrotou em um dia —, ele assumiu o controle. Eles nos pediram para cuidar da Groenlândia. Na verdade, nós tomamos a Groenlândia e depois, estupidamente, a devolvemos. Não deveríamos tê-la devolvido, porque somos nós que precisamos dela”, afirmou.

Trump lamentou essa decisão de 80 anos atrás, afirmando que “a Groenlândia é muito importante para os Estados Unidos, mas não é importante para a Dinamarca”, e que precisa da ilha “para a proteção do mundo, não apenas dos Estados Unidos”.

“Eles foram derrotados muito rapidamente. A Dinamarca foi derrotada em um dia, menos de um dia, pelos nazistas. E quando isso aconteceu, eles a transferiram imediatamente para nós. Era nossa. Nós a tínhamos. Estávamos cuidando dela e, depois, a devolvemos, o que, não sei por quê”, continuou ele, acrescentando que também não teria devolvido o Canal do Panamá, pois agora é a China quem “está tentando se apoderar” dele.

Pouco antes, Mette Frederiksen reafirmou que a Groenlândia “não está à venda” e que seu país está disposto a “defender cada centímetro da OTAN”, da mesma forma que espera que todos os aliados “respeitem o direito do povo da Groenlândia à autodeterminação” e à integridade territorial e soberania da Dinamarca.

Trump reacendeu nesta terça-feira a disputa sobre a Groenlândia, após ter encerrado a questão em janeiro passado com a assinatura de um acordo no Fórum de Davos, sob a mediação do secretário-geral da OTAN, Mark Rutte.

“A Groenlândia é muito importante para os Estados Unidos. Está cercada por navios chineses e russos. A Groenlândia era, e continua sendo, algo que deveria estar sob o controle dos Estados Unidos, não da Dinamarca”, afirmou Trump nesta terça-feira em outra coletiva de imprensa, desta vez ao chegar a Ancara, capital da Turquia.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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