OFICINA DEL PRIMER MINISTRO DE ISRAEL - Arquivo
MADRID 2 jun. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrou em confronto com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, por causa da nova ofensiva militar israelense no Líbano, chegando a repreendê-lo e chamá-lo de “louco de merda”, após afirmar que, se não fosse por ele, estaria na prisão.
Segundo o site americano Axios, a ligação entre Trump e Netanyahu para discutir a situação no Líbano — quando a ofensiva israelense ameaça inviabilizar o processo de negociação entre os Estados Unidos e o Irã para o cessar-fogo e a reabertura do Estreito de Ormuz — foi tensa e evidenciou as divergências entre os dois no contexto da guerra no Oriente Médio.
“Você está completamente louco. Você estaria na prisão se não fosse por mim. Estou salvando a sua pele. Agora todo mundo odeia você. Todo mundo odeia Israel por causa disso”, afirmou o presidente americano, segundo duas fontes a par da conversa.
Enquanto isso, em outro momento da ligação, Trump confrontou Netanyahu e lhe perguntou “o que diabos você estava fazendo”, em referência à escalada militar no Líbano.
A versão oficial dessa ligação é, por outro lado, mais diplomática e evita qualquer menção a um desentendimento entre os dois líderes, que concordaram em lançar conjuntamente a ofensiva contra o Irã no último dia 28 de fevereiro, uma guerra que assumiu proporções regionais e que agora se concentra na crise no estreito de Ormuz, bloqueado ao comércio internacional.
“Tive uma conversa muito produtiva com o primeiro-ministro ‘Bibi’ Netanyahu, de Israel, e não haverá tropas indo para Beirute; as tropas que estavam a caminho já estão voltando”, afirmou o chefe da Casa Branca em uma postagem em suas redes sociais, na qual também garantiu ter estabelecido contato com o partido-milícia xiita Hezbollah, que “concordou em parar de atirar”. “Israel não os atacará e eles não atacarão Israel”, acrescentou ele, em um momento em que o processo com o Irã está vacilante.
Por sua vez, Netanyahu insistiu em suas redes sociais que confirmou a Trump que “se o Hezbollah não cessar os ataques” a cidades e à população israelense, “Israel atacará alvos terroristas em Beirute”. “Nossa posição permanece firme”, afirmou, ressaltando que o Exército israelense “continuará agindo conforme o planejado no sul do Líbano”.
As últimas hostilidades em grande escala no Líbano eclodiram em 2 de março, quando o Hezbollah lançou projéteis contra Israel em resposta ao assassinato do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, na referida ofensiva. Essa ação rompeu o cessar-fogo acordado em novembro de 2024, após treze meses de combates decorrentes dos ataques do Hamas em território israelense em 7 de outubro de 2023.
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