Publicado 21/03/2026 04:44

A triagem realizada pela equipe de enfermagem do pronto-socorro é “fundamental” para distinguir entre enxaqueca e cefaleia em salvas

O tratamento dessas duas doenças é diferente e personalizado

Archivo - Arquivo - Dor de cabeça.
ISTOCK - Arquivo

MADRID, 21 mar. (EUROPA PRESS) -

A responsável pela seção “SEMES Divulgação” da Sociedade Espanhola de Medicina de Urgências e Emergências, a enfermeira de emergências Rosa Pérez, destacou que a triagem na Enfermaria de Urgências é “fundamental” para distinguir entre uma enxaqueca e uma cefaleia em salvas e o subsequente encaminhamento do paciente ao neurologista.

A enfermeira “precisa estar preparada para fazer uma série de perguntas para avaliar a gravidade” e “precisa ter uma sólida formação nesse tipo de triagem, em cefaleias”, para saber “distinguir”, afirmou Pérez em declarações à Europa Press. Isso porque o tratamento é diferente para essas duas doenças.

A esse respeito, ela insistiu na importância desse primeiro contato com o paciente, “para evitar atrasos no diagnóstico e no tratamento”. De fato, é necessário um “diagnóstico diferencial”, já que “pode ser cefaleia em salvas ou pode ser um problema vascular”, afirmou.

Por ocasião da comemoração, neste sábado, 21 de março, do Dia Internacional da Cefaleia em Salvas, ele lembrou que “entre as cefaleias existem diferentes tipos”, sendo as primárias todas aquelas “nas quais a causa ainda não foi estabelecida”. “Isso incluiria as cefaleias tensivas, que são talvez as mais frequentes, as enxaquecas e essas cefaleias em salvas”, explicou.

SINTOMAS ACOMPANHANTES

Ao abordar a diferença entre enxaqueca e cefaleia em salvas, ele indicou que esta última “pode se manifestar, geralmente, atrás do olho como uma dor aguda e, além disso, muitas pessoas relatam que pode ser como uma sensação de ardência, de queimação”. Essa "terá sintomas associados", pois "o olho vai lacrimejar" e "muitas vezes a pálpebra vai até ficar caída, como se estivesse fechada", destacou, mencionando também a sensação de coriza.

“Você vai sentir uma dor horrível”, afirmou ele, sem rodeios, ao mesmo tempo em que afirmou que a enxaqueca “muitas vezes avisa”, enquanto a cefaleia em salvas “costuma ser repentina, fulminante”. Além disso, “sempre ocorre na mesma hora” e “geralmente à noite”, e tudo isso sem uma causa conhecida, embora a genética desempenhe um papel importante e existam fatores desencadeantes, como o estresse, a falta de sono, a desidratação, mudanças nos hábitos de vida e alterações hormonais.

No entanto, essa dor “vem e vai”, já que “pode durar entre 15, 30, 40 minutos”, e “pode até ser mais longa”, por isso “se manifesta em surtos”. “Por outro lado, a enxaqueca pode durar o dia inteiro, até mesmo dois dias seguidos”, afirmou, acrescentando que ela “muitas vezes é acompanhada de sintomas digestivos, por exemplo, náuseas, vômitos”, embora a dor seja menos intensa.

Quanto ao tratamento, López destacou que, na cefaleia em salvas, “inclui, por exemplo, oxigênio, melatonina, alguns medicamentos relacionados a outras patologias do sistema nervoso central” e até mesmo “também há alguma possibilidade cirúrgica”, por isso é muito personalizado. Já na enxaqueca, são utilizados medicamentos “que atuam diretamente nas vias da dor neurológica”.

CONSULTE UM PROFISSIONAL

A cefaleia em salvas, uma doença crônica, possui, além disso, um tratamento preventivo, no qual entra em cena a família dos triptanos, que são agonistas dos receptores de serotonina. De qualquer forma, “o importante é saber que, diante de uma dor forte, forte, forte, a pessoa deve consultar um profissional”, enfatizou.

Por outro lado, essa enfermeira, que informou que essa patologia é mais frequente em homens, embora esteja associada “às alterações hormonais” da mulher, explicou que está muito ligada ao ritmo circadiano do sono. Por isso, ela incentiva a anotar tudo o que estiver relacionado ao momento da dor de cabeça, para assim apoiar com dados o trabalho do profissional de saúde.

No entanto, e ressaltando que há falta de pesquisa sobre essa patologia, López indicou que os pacientes “chegam tarde ao diagnóstico”. “Temos dificuldade em diferenciá-la de uma enxaqueca, temos dificuldade em diferenciá-la de uma cefaleia tensional ou de uma cefaleia primária”, afirmou, concluindo com destaque para a importância da formação.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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