MADRID 9 jul. (EUROPA PRESS) -
74,8% dos homens com disfunção erétil apresentam sobrepeso ou obesidade e 39,6% apresentam hipertensão, de acordo com um novo estudo da Boston Medical, no qual participaram mais de 6.000 pacientes na Espanha.
Além disso, 33,2% apresentam colesterol alto; 23,6%, diabetes; e 5,3%, doença coronariana. Segundo os autores, esses dados apontam a disfunção erétil como um possível indicador de doenças cardiovasculares e metabólicas.
O trabalho, intitulado “Resultados do tratamento em 6.103 homens com disfunção erétil na Espanha: com e sem terapia por ondas de choque”, foi apresentado durante o 28.º Congresso Mundial da Sociedade Internacional de Tratamento Médico com Ondas de Choque (ISMST), realizado em Madri. O estudo reúne dados clínicos de 6.103 homens com disfunção erétil atendidos nas clínicas da Boston Medical na Espanha.
“Consultar um médico por causa de dificuldades de ereção também pode ser uma oportunidade para detectar outros problemas de saúde. Por isso, na Boston Medical, realizamos um diagnóstico completo da saúde do paciente antes de definir o tratamento para seu problema de disfunção erétil”, destacou o diretor médico da Boston Medical Espanha, José Benítez.
A idade média dos pacientes do estudo foi de cerca de 60 anos. Além disso, muitos desses pacientes esperaram quase cinco anos desde os primeiros sintomas de disfunção erétil. Os especialistas afirmam que essa espera pode ser um problema, já que a disfunção erétil nem sempre é apenas uma questão sexual. “Também pode ser um sinal de alerta para outros problemas de saúde, como hipertensão, diabetes, obesidade ou doenças cardíacas”, acrescentam.
ONDAS DE CHOQUE DE BAIXA INTENSIDADE COMO TERAPIA
O Boston Medical destaca que uma das alternativas terapêuticas que ganhou maior relevância no tratamento da disfunção erétil são as ondas de choque de baixa intensidade. No estudo, foram comparados os resultados de homens tratados com e sem essa terapia. De acordo com os resultados apresentados, o tratamento com ondas de choque, ou “Li-SWT”, foi associado a uma melhora na função erétil.
“Na amostra analisada, os pacientes que receberam ‘Li-SWT’ apresentaram maior melhora clínica, o que reforça seu papel nas estratégias atuais de tratamento na medicina sexual”, detalha Benítez.
O centro médico ressalta que os resultados do estudo reforçam duas mensagens de saúde preventiva: a importância de procurar atendimento médico logo nos primeiros sintomas de disfunção erétil, que pode ser um indicador de doenças cardiovasculares, e o papel das ondas de choque de baixa intensidade como opção terapêutica com evidência clínica crescente.
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