MADRID 20 mar. (EUROPA PRESS) -
Quase 75% da população prefere ser internada em um hospital público, 11 pontos a mais do que em 2015 (62,9%), de acordo com os resultados do Barômetro Sanitário 2025, elaborado pelo Ministério da Saúde e pelo Centro de Pesquisas Sociológicas (CIS), que destaca que este é o setor da saúde em que o sistema público registrou o crescimento mais sólido nas preferências da população na última década.
De acordo com a compilação publicada nesta sexta-feira, a preferência pela internação em hospitais privados caiu de 30% para os atuais 23,8% em 10 anos. A diferença entre a população que manifesta preferência pela saúde pública e aqueles que preferem a saúde privada passou de 32,9 pontos percentuais (pp) em 2015 para 50,1 pp em 2025, embora a diferença máxima seja observada em 2022 (54,8 pp), o que significa que houve uma pequena redução nessa diferença nos últimos três anos.
No entanto, a população em geral continua mantendo uma clara preferência em 2025 pelos centros públicos para os três níveis de atendimento analisados: atenção primária, atendimento hospitalar (internação e consultas ambulatoriais) e atendimento de urgência. 69% das pessoas entrevistadas afirmaram que, se precisassem recorrer às consultas de Atenção Primária, iriam a um centro público, contra 28,9% que iriam a um centro privado.
A diferença menor se observa nas consultas ambulatoriais hospitalares, onde até 41,1% das pessoas entrevistadas iriam a um centro privado, contra 56,5% que iriam a um público.
Enquanto na assistência hospitalar e de emergência a preferência pelo setor público cresceu significativamente desde 2015, na Atenção Primária registra-se um ligeiro aumento da opção privada nos últimos três anos (atingindo seu máximo histórico de 28,9%). A preferência pela Atenção Primária pública manteve-se bastante estável na última década, oscilando sempre entre 68% e 70%. No entanto, observa-se um aumento da opção privada após a pandemia, passando de 23,8% em 2019 (valor mínimo da série) para 28,9% em 2025.
A evolução da preferência no caso dos serviços de emergência segue um padrão semelhante ao da hospitalização. Os serviços de emergência públicos ganharam peso na escolha dos cidadãos, passando de 61,9% de preferência em 2015 para 70,1% em 2025. Embora se observe uma ligeira redução da diferença entre ambas as opções no último ano devido a um aumento da opção privada (de 26,2% para 27,1%).
30% DA POPULAÇÃO POSSUI SEGURO PRIVADO
20,4% afirmam possuir um seguro médico privado contratado individualmente (por eles mesmos ou por algum familiar) e 10,3% contratado pela empresa, tendo-se verificado nos últimos anos um aumento da população que declara possuir um seguro privado.
A partir de 2018, é possível analisar separadamente o tipo de contratação desses seguros privados; desde então, o número de pessoas que declaram possuir um seguro contratado por elas mesmas ou por um familiar passou de 13,7% para 20,4%, enquanto aqueles que contam com um seguro contratado pela empresa praticamente triplicaram nesse mesmo período (de 3,5% para 10,3%, respectivamente).
Na maioria das comunidades autônomas, a cobertura de saúde pública situa-se entre 98% e 100%, com exceção de Melilha (94,8%), que pode estar afetada pelo tamanho da amostra da pesquisa nas cidades autônomas. Existe uma enorme variabilidade regional na declaração de seguros médicos contratados individualmente ou por algum familiar. Destacam-se por apresentarem valores acima da média nacional as Ilhas Baleares (28%), a Catalunha (26,7%) e Madri (26,6%), embora o máximo se situe em Melilha (37,7%); este dado pode estar afetado pelo tamanho da amostra, como mencionamos anteriormente.
No extremo oposto situam-se La Rioja (10,9%), a Região de Múrcia (12,3%) e Navarra (13%). As maiores diferenças observam-se na prevalência de seguros médicos contratados pelo empregador, destacando-se, pelas altas coberturas, o País Basco (15,9%) e Madri (15,1%) e, no extremo oposto, a Extremadura (3,5%) e Aragão (5,1%).
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