MADRID 16 mar. (EUROPA PRESS) - O traumatologista Rodrigo Hidalgo, especialista do serviço de Traumatologia e Cirurgia Ortopédica do Centro Médico Quirónsalud Plaza Euskadi, alertou para o risco de interromper prematuramente a reabilitação de uma entorse de tornozelo ou de não concluir o trabalho muscular necessário para recuperar a estabilidade da articulação.
“Provavelmente é metade do tratamento”, afirmou o especialista em pé e tornozelo para destacar a importância da reabilitação. Segundo ele, interromper a fase de fortalecimento e propriocepção pode deixar o tornozelo instável e aumentar o risco de lesões recorrentes.
Hidalgo explicou que as entorses de tornozelo são uma das lesões musculoesqueléticas mais frequentes e, embora em muitos casos sejam consideradas leves, nem sempre evoluem como deveriam. O problema é que “normalmente tendemos a subestimar a questão das entorses e todas são tratadas como leves”.
Após alguns dias de inflamação e dor, muitas pessoas retomam a atividade com aparente normalidade. No entanto, o especialista destacou que a estabilidade do tornozelo não depende apenas do ligamento lesionado. “A estabilidade é garantida pelos ligamentos e pela musculatura”, indicou. Sobre a recorrência de lesões, ele alertou que cada nova torção representa um impacto para a articulação e maior desgaste. Com o tempo, essa instabilidade prolongada pode danificar a cartilagem e favorecer uma osteoartrite prematura. Por isso, ele enfatizou o papel que desempenha a reabilitação após a lesão e o erro que representa abandoná-la antes do necessário. Outro erro que ele apontou é a dependência de tornozeleiras ou bandagens na vida cotidiana. “Qualquer ajuda externa tira o trabalho dos músculos que precisam sustentar o tornozelo”, explicou. QUANDO É NECESSÁRIA A CIRURGIA “A grande maioria das entorses é tratada de forma conservadora”, afirmou o especialista. No entanto, quando, após uma reabilitação completa, persistem sinais de instabilidade ou ocorrem entorses repetidas, ele referiu que pode ser necessário reparar ou reconstruir os ligamentos para devolver a estabilidade à articulação. Nesses casos, ele detalhou que as técnicas atuais permitem tratar o problema por meio de cirurgia minimamente invasiva. A intervenção pode consistir em reparar o ligamento danificado ou reconstruí-lo por meio de uma ligamentoplastia quando o tecido está deteriorado. Essas técnicas são realizadas por artroscopia, com pequenas incisões que facilitam a recuperação e reduzem as complicações. Os prazos estimados para retomar a atividade normal variam entre três e quatro meses nas reparações e entre quatro e seis meses nas reconstruções.
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