MADRID 20 fev. (EUROPA PRESS) - A neurologista Rebeca Fernández, especialista do Hospital Universitário La Luz, destacou que reconhecer precocemente os sintomas da encefalite e agir rapidamente é “determinante” para evitar sequelas incapacitantes em pacientes com essa doença neurológica rara, mas potencialmente grave.
“Sabemos que tempo é cérebro”, destacou Fernández no âmbito do Dia Mundial da Encefalite, comemorado todos os dias 22 de fevereiro. Estima-se que, na Espanha, ocorram cerca de 1.200 casos anuais e mais de 20% dos pacientes apresentem sequelas neurológicas após superar a fase aguda.
A neurologista alertou que a encefalite “pode estar subdiagnosticada”. Mesmo assim, ela valorizou os avanços nos testes diagnósticos, que permitem ser cada vez mais eficazes na detecção precoce e no tratamento, “o que é determinante para o prognóstico”. A esse respeito, ela destacou a importância de saber reconhecer os sintomas da encefalite para uma ação precoce. “Quando temos suspeita clínica diante de um caso de cefaleia acompanhada de confusão, convulsões, sonolência ou sintomas focais, como alteração da linguagem, devemos descartar, em primeiro lugar, uma encefalite infecciosa”, explicou.
Entre as causas infecciosas, o grupo do vírus do herpes continua sendo um dos principais responsáveis, daí a importância de manter um padrão adequado de vacinação e vigilância clínica.
Além das infecções, nos últimos anos tem aumentado o diagnóstico de encefalite imunomediada, relacionada a uma resposta alterada do sistema imunológico. “O cérebro possui seus próprios sistemas de defesa, como as meninges e a microglia, mas às vezes esses mecanismos falham”, observou a especialista.
Este tipo de afeções pode estar associado a processos oncológicos, mesmo até 10 anos após a cura, e especialmente ao câncer de mama, pulmão ou cólon; a doenças reumatológicas; e a patologias hematológicas. Neste sentido, ela afirmou que a análise de biomarcadores e anticorpos paraneoplásicos representou um grande avanço diagnóstico na Espanha.
“Encefalite significa inflamação e, neste caso, estamos falando da inflamação de um dos nossos órgãos vitais e prioritários: o cérebro”, destacou para insistir na importância de manter uma alta suspeita clínica, revisar antecedentes pessoais e familiares, realizar exames complementares urgentes e iniciar o tratamento o mais rápido possível, pois se trata de “uma emergência médica que requer ação imediata”.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático