RAPISAN SWANGPHON JOHN - Arquivo
MADRID 6 nov. (EUROPA PRESS) -
O Conselho Geral das Ordens Oficiais de Farmacêuticos (CGCOF) afirmou que “os tratamentos complexos e prolongados dos tumores neuroendócrinos tornam imprescindível o acompanhamento farmacoterapêutico e a coordenação do farmacêutico com os demais profissionais”.
“O tratamento dessas neoplasias baseia-se em terapias prolongadas com esquemas complexos, o que torna especialmente importante o acompanhamento farmacoterapêutico que pode ser realizado pelo farmacêutico”, indicou em um relatório elaborado por ocasião da comemoração, em 10 de novembro, do Dia Mundial dos Tumores Neuroendócrinos, que podem surgir em diversos órgãos — principalmente no aparelho digestivo, no pâncreas e no pulmão.
Segundo informações do CGCOF, trata-se de neoplasias relativamente raras, embora sua incidência esteja aumentando nas últimas décadas, o que pode ser atribuído ao aprimoramento das técnicas de diagnóstico, ao maior uso de exames de imagem e endoscopia e a uma melhor identificação anatomopatológica. De qualquer forma, são tumores bastante desconhecidos pela população.
Diante disso, o documento visa dar visibilidade a esses tumores, bem como demonstrar que a coordenação entre a farmácia hospitalar, a farmácia comunitária e o restante da equipe de atendimento permite realizar o acompanhamento, apoiar o paciente quando há mudança no tratamento ou quando ele passa de um ambiente de atendimento para outro, mantendo a continuidade do atendimento, que é essencial para o alcance dos objetivos terapêuticos.
Nesse contexto, expõe-se que o atendimento contínuo vai além da seleção e administração do tratamento antitumoral, pois a evolução prolongada de muitos tumores, a diversidade das opções terapêuticas e o surgimento de problemas relacionados à doença e até mesmo à medicação tornam necessário monitorar a eficácia e a segurança da farmacoterapia, promover a adesão ao tratamento e atender às necessidades individuais de cada paciente.
OTIMIZAR OS RESULTADOS CLÍNICOS
O farmacêutico tem a possibilidade de assumir um papel relevante, pois pode contribuir tanto para otimizar os resultados clínicos quanto para reduzir o fardo que representa conviver com uma doença crônica ou avançada, afirma o relatório, que também mostra que o acompanhamento farmacoterapêutico constitui um dos serviços com maior potencial no tratamento de tumores neuroendócrinos, especialmente quando se recebem tratamentos prolongados, há comorbidades ou se utilizam vários medicamentos simultaneamente.
Dessa forma, o objetivo é avaliar sistematicamente se a farmacoterapia atende às necessidades do paciente e se está produzindo os resultados esperados, identificando problemas de eficácia ou segurança que possam exigir uma intervenção — uma revisão que abrange todos os medicamentos utilizados, não apenas os prescritos para o tratamento do tumor.
Além disso, é necessário levar em conta que os pacientes com esse tipo de tumor podem, com frequência, receber terapia para hipertensão, diabetes, distúrbios digestivos, dor ou outras doenças concomitantes, bem como medicamentos destinados a controlar sintomas hormonais. As informações obtidas facilitarão ao profissional a detecção de duplicações, contraindicações, interações e situações em que um sintoma possa estar relacionado tanto à patologia quanto a um efeito adverso.
Nesse sentido, destaca-se que os pacientes que recebem medicamentos com perfis de segurança complexos, tais como everolimus, sunitinibe, cabozantinibe, belzutifan ou a combinação de capecitabina e temozolomida, são aqueles que mais podem se beneficiar do acompanhamento farmacoterapêutico, uma vez que requerem vigilância específica de determinadas toxicidades e podem apresentar interações clinicamente relevantes. Nesses casos, a intervenção do farmacêutico deve ser integrada aos protocolos estabelecidos.
Por outro lado, indica-se que a conciliação de medicamentos também é relevante nas transições entre níveis de atendimento, após uma internação, uma intervenção cirúrgica ou uma mudança de tratamento. Além disso, também são destacados outros serviços farmacêuticos, como o de adesão terapêutica, que ajuda a identificar as dificuldades que interferem na adesão ao tratamento e a buscar soluções adaptadas a cada caso; e os sistemas personalizados de dosagem (SPD), que podem ser úteis em tratamentos concomitantes complexos, mas devem ser utilizados de acordo com as características do paciente e após a verificação de sua compatibilidade com os medicamentos envolvidos.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático